Porto de Paranaguá soma dez navios parados por causa de greve da Anvisa

Agentes não estão emitindo certificados que permitem abastecimento nem a entrada e sáida de pessoas dos navios

Julio Cesar Lima, O Estado de S. Paulo

20 Julho 2012 | 17h50

As operações portuárias no Porto de Paranaguá e Antonina podem se complicar ainda mais caso seja mantida a greve dos auditores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que iniciou na segunda-feira, 16, e não tem data para acabar. Por esse motivo, um grupo de 10 navios de contêineres está estacionado ao largo do porto. Com a greve, não estão sendo emitidos certificados de livre prática, que permite a entrada e saída de pessoas dos navios, abastecimento e todas as atividades portuárias.

Segundo a assessoria dos Portos, quatro navios permanecem estacionados - um deles desistiu da espera e rumou para outro porto - e outros seis chegarão neste final de semana. "Há uma janela para eles atracarem, geralmente os agentes pegam os certificados pela manhã e atracam à tarde, mas com a paralisação eles estão apenas esperando e em alguns casos precisam cumprir suas programações em outros locais", informa.

As únicas operações, ainda conforme a assessoria, que estão sendo feitas são as que envolvem navios com graneis, fertilizantes, que conseguiram suas licenças antes da greve. Já os contêineres, por serem de materiais gerais, desde peças de automóveis até equipamentos - permanecerão parados. "Há dois berços de atracação vazios", informa.

O Sindicato dos Agentes de Navegação Marítima do Estado (Sindapar) entrou com um mandado de segurança contra a agência para que fossem concedidos os certificados. Na opinião do presidente, Argyris Ikonomou, a Anvisa deve manter no mínimo a permanência de 30% dos trabalhadores em atividade.

"A lei indica que mesmo em greve, a Anvisa mantenha 30% de seu efetivo trabalhando e principalmente executando os serviços essenciais. Mas a emissão desses certificados, que são essenciais, não está acontecendo", afirma Ikonomou.

A justiça deu prazo de 72 horas para a Avisa para que a situação seja normalizada. O prazo terminaria na sexta-feira e independentemente da decisão dos grevistas, a situação começaria a ser normalizada somente a partir de segunda-feira, 23.

Os grevistas pedem a equiparação salarial entre as áreas de gestão e finalística, a criação de uma carreira única para a Regulação Federal, subsídio como forma de remuneração, isonomia remuneratória entre quadros de pessoal, correção das tabelas remuneratórias em comparação com outras carreiras exclusivas de Estado e compensação da perda salarial decorrente da inflação.

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