Portugal espera que eleições resolvam impasse com Espanha

De acordo com presidente de Portugal, não se trata de um problema especificamente com o Brasil

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

09 de março de 2008 | 16h12

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco e Silva, afirmou neste domingo, 9, esperar que o impasse diplomático entre o Brasil e a Espanha por causa da proibição da entrada de brasileiros em território espanhol possa ser resolvido após as eleições do Parlamento da Espanha, realizadas neste domingo. De acordo com ele, não se trata de um problema especificamente com o Brasil.   VEJA TAMBÉM  De cada 5 barrados em 2007 na Espanha, 2 eram brasileiros Para Lula, deportação de brasileiros é 'eleitoreira' Espanhóis são barrados no Aeroporto Internacional de Salvador   'Me sinto um animal abandonado', diz brasileiro retido em Madri  Saiba como agir se for barrado em aeroporto  Brasil deve adotar medidas contra espanhóis?       "Não devemos esquecer que hoje temos eleições na Espanha, onde o tema da imigração foi tema de combate político-partidário", afirmou Cavaco e Silva, após a inauguração da exposição "Lisboa e Rio: Paradigmas de cidades atlânticas", na Biblioteca Nacional, no centro do Rio.   Durante o evento, o presidente português deixou claro que não existem problemas de imigração com brasileiros em Portugal. Também aproveitou para ressaltar a importância das comemorações dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil.   "Estou convencido mais fortemente, depois desta minha visita, que o melhor conhecimento de Dom João VI e da Corte no Rio vai levar também a um melhor conhecimento das potencialidades das relações não apenas bilaterais, mas das parcerias e confraternizações que se podem estabelecer entre Portugal e o Brasil", afirmou.   Prefeitura   Presente à inauguração da exposição, o prefeito do Rio, Cesar Maia, afirmou que pretende deixar o caixa da Prefeitura com cerca de R$ 1,5 bilhão para a próxima gestão. De acordo com ele, parte dos recursos, em torno de R$ 400 milhões, serão obtidos por meio da criação de um fundo de recebíveis com títulos emitidos no exterior pelo Deutsche Bank.   "O fundo é uma operação considerada administrativa, não há nenhuma complexidade porque não é empréstimo, é colocação de títulos contra garantias como recebíveis da dívida ativa", disse. A idéia do fundo, contou Maia, é contar inicialmente com R$ 400 milhões, que é a posição de início de ano do caixa da Prefeitura, mais os R$ 400 milhões que deverão ser obtidos com o fundo de recebíveis.   Outros R$ 700 milhões deverão ser obtidos com a receita do Imposto Predial e Territorial Urbano(IPTU). "Então, o próximo prefeito começa a governar no final de fevereiro com caixa robusto, para o Tesouro de R$ 1,5 bilhão. Isso é uma obrigação nossa para que as intervenções que estamos fazendo há muitos anos tenham garantia de continuidade", afirmou Maia.

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