Postura mais agressiva de Alckmin agradou, diz especialista

O candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), se saiu melhor no debate da TV Bandeirantes, na opinião de Fátima Pacheco Jordão, especialista em análises eleitorais. "Quem surpreendeu mais e por isso se saiu melhor foi Alckmin", avaliou em entrevista ao Broadcast Ao Vivo. Para ela, Alckmin agiu de maneira "bastante tranqüila" no primeiro turno e o eleitor já cobrava uma postura mais agressiva de Alckmin. "Esse tom agradou tanto os aliados quanto os adversários", disse a especialista, que classificou como "adequada" a nova postura do candidato tucano. Lula, por sua vez, se mostrou espantando com a postura de Alckmin nos primeiros blocos e isso o prejudicou, na análise de Fátima. "Ele se desconcertou (com Alckmin). Minha impressão é que ele não deu respostas convincentes. Ele não estruturou seus argumentos", disse.Impacto no eleitorO impacto do debate na opinião do eleitor ainda é incerto, mas o assunto deve continuar tendo repercussões pelos próximos três dias, segundo Fátima. "O reflexo de um debate não é imediato", observou. As próximas pesquisas, no entanto, já devem apontar qual foi o peso do debate para o eleitor. O Ibope deve sair nesta quinta-feira. A especialista acredita que a campanha eleitoral no horário gratuito, que começa nesta quinta-feira, deve seguir o mesmo tom do debate, com denuncismo, mas também conteúdo programático. "Neste momento, o aspecto poroso é programa de governo. O eleitor não sabe exatamente aonde levam as propostas (dos candidatos)", disse. Questão éticaAlém disso, a questão ética deverá ser bastante abordada. "A questão ética é inescapável. E a questão será tema importante por alguns anos, felizmente", ressaltou. Segundo ele, esse pode ser um ponto fraco para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, o PT acreditava na cristalização de sua postura ética e agora se encontra numa posição mais vulnerável. Para Fátima, Lula terá que explicar melhor os escândalos envolvendo seu governo e o PT. "A única resposta que Lula tem dado tem sido cortar as cabeças de suas lideranças e isso não é suficiente", salientou ela. Na sua avaliação, Alckmin fez bem ao insistir em perguntar de onde veio o dinheiro que seria usado para comprar o dossiê. "A insistência de Alckmin é pergunta pertinente. E se não for respondida é porque tem implicações maiores".

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