PP deve ficar neutro na corrida presidencial

BRASÍLIA

Eugênia Lopes, Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2010 | 00h00

Nem Dilma, nem Serra. A tendência do PP é ficar neutro nas eleições sem se coligar formalmente com a candidata do PT à Presidência ou com o tucano José Serra.

Na tentativa de atrair o partido do deputado Paulo Maluf (SP), Dilma Rousseff entrou ontem na operação política, sem resultado. Um fato, porém, animou os petistas: diminuíram as chances de o PP apoiar o PSDB depois que a parceria entre os dois partidos naufragou no Rio Grande do Sul. "Até a última semana de maio, vamos ter um posicionamento de todos os Estados sobre a aliança nacional" , afirmou o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ).

Cortejado para a vaga de vice na chapa de Serra, Dornelles almoçou ontem com Dilma, acompanhado do ministro das Cidades, Márcio Fortes, o único representante do partido na Esplanada.

"O importante é que a direção do PP autorizou seus integrantes a continuarem no conselho político da campanha de Dilma e a reforçarem os comitês de apoio a ela", disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Levantamento preliminar feito pelo PP indicou a preferência do partido pela candidatura de Dilma com 20 Estados favoráveis à petista e sete pró-Serra.

Minas. Dilma jantou ontem com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), cotado para vice em sua chapa. Hoje, PT e PMDB se encontram na Câmara. A reunião terá as presenças do senador Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo mineiro, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), um dos coordenadores da campanha de Dilma.

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