PPS desfilia Maggi do partido

O presidente do PPS, Roberto Freire, informou que o governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi, está desfiliado do partido. Maggi contrariou decisão do PPS de apoiar a candidatura Alckmin à Presidência da República, ao manifestar, na semana passada, apoio ao candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Freire, Maggi lhe enviou, na última terça-feira, um e-mail pedindo licença do partido até o final do segundo turno da eleição, ou a desfiliação. Freire disse que optou pela segunda opção e que a comunicou por e-mail ao governador. "Seria um constrangimento expulsá-lo", disse Freire. "O partido não convive com isso", acrescentou, referindo-se à indisciplina de Maggi ao contrariar determinação da legenda. Apoio em troca de R$ 3 biNa última quarta-feira, 11, Maggi revelou ter conseguido a promessa de liberação de R$ 1 bilhão em recursos oficiais para o Mato Grosso e mais R$ 2 bilhões para o setor do agronegócio com o governo federal. Assim que foram concluídas as negociações, declarou apoio a Lula, o que contrariava decisão do PPS, que apóia o tucano. Em nota divulgada na última quinta-feira, 12, Freire acusou o governador de mudar de lado na campanha do segundo turno por "espúrias razões eleitorais". Mesmo sem se coligar oficialmente com o PSDB, o PPS tem declarado apoio aberto à candidatura de Alckmin. O comunicado assinado por Freire diz que "o PPS lamenta que o governador reeleito Blairo Maggi, que teve uma relação decente até esta eleição com o partido e que conta com uma boa avaliação em Mato Grosso, tenha jogado fora sua biografia ao trocar de lado por espúrias razões eleitorais - por meio de mecanismos típicos do partido ao qual aderiu, o PT."Na mesma nota, Roberto Freire afirma que o PPS repudia a mudança de posição adotada pelo governador. Por conta disso, Maggi afirmou que pretendia mandar duas cartas para a direção do partido. Numa, pediria licença até o fim da campanha. Na outra, pediria a desfiliação. Assim, caberia ao PPS decidir qual atitude iria preferir adotar em relação à sua adesão à Lula no segundo turno.Na nota, Freire já havia resolvido a dúvida antecipadamente, avisando que a relação entre governador e partido está terminada.

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