PPS expulsa infiéis e avisa que vai brigar por mandatos

Apesar de estar passando por um processo de depuração em seus diretórios regionais com número elevado de expulsões, o PPS não admite perder quadros com mandato para o PSD. Três deputados federais do partido foram ao ato de formalização da legenda liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em Brasília, na semana passada.

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2011 | 00h00

A direção nacional do PPS protocolou no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), questionando dispositivo que flexibiliza a fidelidade partidária para filiados que participem da fundação de nova legenda. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), avisa que vai requerer o mandato de qualquer parlamentar que tentar migrar para o PSD antes mesmo da manifestação do STF.

Na semana passada, 22 filiados de Mato Grosso foram expulsos. "Não houve interrupção nesse processo. Nesse caso, a criação desse PSD pode até vir a calhar. Quem está com receio de ser expulso do partido pode conversar com a direção regional e já pedir para sair", argumentou.

Os processos disciplinares ocorrem em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul. Os dirigentes do PPS seguem a determinação da direção nacional do partido e as punições se limitam aos que não colaboraram com os candidatos do partido nas eleições passadas.

Em São Paulo, mais de 60 diretórios municipais foram dissolvidos desde outubro. Pernambuco já expulsou 12 filiados, mas o número pode passar de 40, segundo o presidente do diretório regional, Raul Jungmann. No início do mês, 37 filiados foram expulsos no Paraná.

"Não temos nenhuma cizânia. Não aceitamos traidores. Judas é que vá para outro lugar. A gente não vai ficar contemporizando. O movimento aqui é de manter as diretrizes da fidelidade partidária", explicou Jungmann. "Temos mais 35 processos na Comissão de Ética. Pelo menos 30 deverão ser expulsos na nossa próxima reunião", disse o presidente do diretório.

Em Minas Gerais, as expulsões foram substituídas por convites à desfiliação. "Estamos pedindo para sair. Se não saírem, vamos para o conselho de ética. Já pedimos a seis prefeitos para ir para outros partidos. Eles não trabalharam com a gente", explicou o presidente do PPS mineiro, Paulo Elisário.

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