Preço cobrado tem reajuste anual, diz governo

RIO

Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2011 | 00h00

Em nota, a Secretaria da Casa Civil do Estado afirma que o governo Sérgio Cabral gastou com o programa Serviços de Comunicação e Divulgação, de 2007 a 2010, sem correção da inflação, R$ 420,1 milhões, contra R$ 293,6 milhões de Rosinha Garotinho. O aumento, diz a nota, é de 43%, não 62,98% conforme apurou o Estado. As contas, porém, são diferentes. A reportagem se baseou nas despesas efetivamente pagas, enquanto os números do governo referem-se a valores empenhados (reservados para gasto, mas não necessariamente quitados). Há pequena divergência nas cifras empenhadas relativas a Rosinha, mas, feitas as contas pelos dados do jornal, o aumento, de um governo para o outro, fica em 44% - 1 ponto acima dos valores da nota. De janeiro de 2007 a dezembro de 2010, o IGP-DI acumulou 29,15%.

Comandada por Régis Fichtner, a Casa Civil não faz, na nota, comentários com relação aos valores dos gastos corrigidos, que apontaram aumento real de 35%. Ressalta, porém, que os preços cobrados pelos veículos de comunicação aos anunciantes sofrem reajuste anual. "No acumulado de 2007 a 2010, dependendo do tipo de mídia, esse aumento variou de 24% a 70%", diz o texto. A nota afirma que a média anual de gastos do governo com publicidade de 2007 a 2009 foi R$ 124,8 milhões, contra R$ 120,3 milhões até setembro de 2010 (a eleição foi decidida em primeiro turno). "Portanto, o gasto no ano eleitoral está abaixo da média dos três anos anteriores, como determina a legislação", afirma. Esses dispêndios que incluem toda a publicidade estadual (não só o programa controlado pela Casa Civil) são de R$ 498,8 milhões.

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