Prédio cai no litoral gaúcho e 4 morrem

Edifício de veraneio passava por reformas; entre as vítimas, estão uma mulher de 32 anos e o filho, de 5

Sandra Hahn, PORTO ALEGRE, O Estadao de S.Paulo

20 Julho 2009 | 00h00

Quatro pessoas morreram em razão do desabamento de parte de um prédio residencial em Capão da Canoa, litoral norte do Rio Grande do Sul, na madrugada de ontem. O prédio de três pavimentos, localizado na Avenida Beira-Mar, foi construído em dois blocos e o desabamento atingiu o anexo posterior, explicou o capitão Renato Pereira de Souza, que comanda o 2º Subgrupamento de Combate a Incêndio do Corpo de Bombeiros do litoral. Os bombeiros calculam que o bloco que desabou tinha seis apartamentos. O bloco anterior, também com três pisos, tem 12 apartamentos. Pouco depois da meia-noite, moradores ouviram um forte estrondo, quando ocorreu o desabamento. O prédio passava por reformas. Conforme dados dos bombeiros, nove pessoas estavam no local no momento em que parte da estrutura ruiu. Com o auxílio nas buscas de informações passadas pelos vizinhos, os bombeiros conseguiram chegar aos corpos de duas vítimas, Joel Dieter, de 57 anos, e sua mulher, Marisa Preussler Scholles, de 56. Eles retiraram com vida do local Simone Gracia Celiberto, de 32 anos, que chegou a ser encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo do filho dela, Rodrigo Celiberto dos Santos, de 5 anos, também foi retirado do prédio pelos bombeiros. INTERDIÇÃO Foram interditados dois edifícios vizinhos ao que caiu, mas por medida de prevenção. O zelador do prédio, Arideu de Oliveira Rolim, de 52 anos, ficou ferido e foi encaminhado ao hospital Santa Luzia, mas recebeu alta ainda na tarde de ontem. A mulher dele e outros três familiares também ficaram feridos. O atendimento da ocorrência mobilizou pelo menos 30 bombeiros, entre 0h24 e 4h20. A Brigada Militar disse que o prédio é de veranistas e não soube informar quantos são os moradores permanentes do local. Os bombeiros calculam que o prédio tenha cerca de 40 anos. Os dados da construção não estão protocolados junto ao órgão.

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