LC Moreira/Futura Press/AP
O prédio em Fortaleza desabou na manhã do dia 15 de outubro LC Moreira/Futura Press/AP

Prédio de 7 andares desaba em Fortaleza e deixa 2 mortos

Edifício em bairro nobre da capital cearense caiu na manhã desta terça-feira; vítimas estão desaparecidas

Caio Faheina, Isaac de Oliveira, Tunay Peixoto e Lôrrane Mendonça, especiais para o Estado

15 de outubro de 2019 | 11h18
Atualizado 16 de outubro de 2019 | 17h15

FORTALEZA E SÃO PAULO  - Um prédio residencial de sete andares desabou, em Fortaleza, e deixou dois mortosnove feridos na manhã desta terça-feira, 15. O edifício Andréa se localizava na esquina das Ruas Tibúrcio Cavalcante e Tomás Acioli, no Dionísio Torres, bairro nobre da capital cearense.

Pela manhã, o Corpo de Bombeiros chegou a informar uma morte na tragédia, mas à noite o governo do Ceará voltou atrás e afirmou que ainda não havia a confirmação de óbitos. Após o desencontro de informações, no entanto, o comandante-geral da corporação, o coronel Eduardo Holanda, confirmou, em entrevista coletiva, o encontro do primeiro corpo.

Questionado sobre o recuo, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse que "por isso, está centralizando as informações na pessoa do coronel (Luís Eduardo) Holanda". Ainda conforme Santana, "um trabalho rigoroso está sendo feito para identificar as causas" do problema.

A segunda morte foi confirmada na manhã desta quarta-feira, 16.

O prédio caiu por volta de 10h15. Das vítimas já resgatadas, duas teriam conseguido telefonar para parentes, mesmo sob os escombros. Três feridos resgatados foram encaminhados para o Instituto Doutor José Frota (IJF): Cleide Maria da Cruz Carvalho, de 60 anos; Maria Antônia Peixoto, de 72 anos; e Gilson Moreira Gomes, de 53 anos. Eles passam por exames.

"A Defesa Civil está coordenando o isolamento do entorno, mas o desabamento desse prédio não oferece risco aos edifícios vizinhos. Estamos esvaziando o entorno, mas mais por uma questão de segurança", afirmou o coronel Clayton Bezerra, comandante da operação. "A situação é difícil e requer cuidados, porque o restante do prédio ainda pode vir a colapsar. Ainda há bolsões que inspiram cuidados. É uma operação lenta e deve se estender durante todo o dia de hoje."

Ele também disse que não há risco de incêndios ou de explosões e que não foi detectado vazamento de gás.  De acordo com Bezerra, a manutenção em uma das colunas do prédio pode ter levado ao desabamento.

Há cães farejadores trabalhando no resgate dos soterrados. 

Em nota nas redes sociais, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou ter determinado "o uso de toda a força operacional dos bombeiros, Samu, Polícia Militar, Defesa Civil e todos os órgãos estaduais que possam auxiliar no socorro às vítimas".

Também nas redes sociais, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), lamentou a tragédia e reforçou os trabalhos em busca de vítimas com vida.

"Equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, como Defesa Civil, SAMU, AMC, Guarda Municipal, Hospitais Públicos, Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, já estão em uma operação conjunta", reforçou a nota.

"Estava chegando a Brasília para cumprir agendas quando recebi essa lamentável notícia. Cancelei toda a agenda e estou retornando imediatamente para Fortaleza para acompanhar a operação de resgate. Além das ações efetivas das nossas forças de segurança, façamos uma corrente de oração para que as vidas sejam salvas", diz o texto.

O consultor empresarial Heitor Melo Lima morou no prédio até setembro deste ano, no apartamento 401. "Quando a gente estava quase de mudança é que esse assunto, da reforma estrutural, entrou na pauta do condomínio, mais ou menos no fim de agosto", recorda. 

Heitor afirma que gostava do imóvel, de cerca de 130 metros quadrados privativos, e que apesar de ser um prédio "provavelmente com mais de 40 anos", não saiu de lá por causa do risco de colapso.

O vídeo que correu as redes sociais nesta manhã, exibindo as pilastras do estacionamento deterioradas e com ferros aparentes – que, segundo os grupos de WhatsApp, foi feito ontem à noite – assustou o ex-morador. "O prédio era bem antigo, tinha algumas questões de manutenção, rachaduras pequenas, mas nada que parecesse alarmante. Há um mês, não estava naquele estado".

De acordo com ele, a maioria dos moradores estava lá há muito tempo e a maioria dos apartamentos tinha moradores idosos. "Que eu saiba, onze apartamentos estavam ocupados, só o meu e o 301, que saiu no mês anterior a mim, estavam desocupados".

A síndica do prédio, Maria das Graças Rodrigues, é mais uma idosa que morava no edifício Andrea. Prestes a completar 70 anos, ela estava no térreo no momento do desabamento, conferindo a obra de recuperação da estrutura que havia começado dias antes. A esperança de encontrá-la com vida é cada vez menor, lamenta a sobrinha e afilhada, que deu entrevista ao Estado, mas não quis se identificar.  "Ela estava lá na hora, cuidando da obra que acabou de começar. Se não me engano, a obra foi registrada ontem", relata.

Para ela, que está desde a manhã nas proximidades do local do desabamento, o mais difícil tem sido lidar com a falta de informações. "O processo para ter acesso a informações e ao local onde os familiares estão é bem desorganizado e a maior parte dos policiais não estão tão bem treinados em atender os familiares que chegam, as informações são desencontradas."

O publicitário Higor Veras, de 26 anos, trabalha próximo ao prédio que desabou e conta que os imóveis da região precisaram ser evacuados devido a um vazamento de gás no local da tragédia.

"Foi horrível. A gente pensou que fosse o nosso prédio, porque tremeu muito. Durou uns dez segundos. A gente começou a ver a poeira, a gritaria e a gente percebeu que era outro prédio. Foi aquela correria, mas não tinha muito o que fazer", contou.

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Foi horrível. A gente pensou que fosse o nosso prédio, porque tremeu muito. Durou uns dez segundos
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Higor Veras, publicitário

A designer de interiores Roberta Leite, de 32 anos, mora a cerca de 100 metros do prédio que desabou. Ela conta que estava no quarto quando ouviu um barulho estridente.

"Pensei que tivesse uma queda de energia, algum poste que tivesse sido batido. Saí com minha irmã para ver a situação da janela da cozinha e vi uma nuvem de fumaça", disse.

Após a poeira baixar, Roberta percebeu que um prédio próximo havia caído.

"Todo mundo começou a sair na rua, a entender a situação e a ajudar. Está todo mundo triste. É uma tragédia", lamentou. 

A designer, também estudante de Engenharia Civil, disse que a estrutura não aparentava más condições.

"Era um prédio normal. Não tinha nenhum vergalhão aparente, nenhuma rachadura. A pintura estava desbotada, mas normal", avaliou.

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Era um prédio normal. Não tinha nenhum vergalhão aparente, nenhuma rachadura
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Roberta Leite, designer de interiores

A irmã de Roberta, a enfermeira Renata Vasconcelos, de 36 anos, foi ao local prestar socorro às vítimas do desastre. Com a ajuda da população e de uma empresa distribuidora de água, Renata conseguiu cerca de 50 garrafões, além de copos descartáveis e outros mantimentos para ajudar, também, as equipes de resgate.

"O sol está muito forte, e vai ser uma operação de dias. O trabalho aqui vai ser de formiguinha. Temos de esperar os bombeiros agirem primeiro", disse ela, que estava ao lado de uma das ambulâncias do SAMU para ajudar nas ocorrências. Sobre o emocional, a profissional conta que foi um "susto grande", mas que "alguém tem de estar estruturado pra poder ajudar. As vítimas contam com a gente". 

O comerciante João André Uchôa Gomes, de 40 anos, conta que estava no mercado do qual é dono com um freguês no momento que o prédio vizinho desabou. "Eu vi como se o prédio estivesse se quebrando ao meio, quando eu vi eu me assustei e já subi para o segundo andar". Ele conta que conseguiu fugir por uma janela lateral e que estava com um cliente, que não conseguiu escapar, mas que já foi resgatado.

"Eu ouvi um barulho, mas não sabia se era o prédio, era como alguma coisa tremendo, uma batida", lembra o comerciante. Depois disso, ele conta que subiu uma poeira forte e que não conseguiu enxergar mais nada e por isso não conseguiu ajudar o cliente que estava com ele no estabelecimento. Segundo João, que teve ferimentos leves, vai ser difícil salvar qualquer coisa do mercadinho.

A advogada Rosa Monteiro Bruno, de 37 anos, confundiu o desabamento com uma ventania, inicialmente. Ela percebeu que tinha alguma coisa errada porque viu uma rede de dormir voando muito alto. "Eu estava no escritório, senti meu prédio balançar e vi uma rede no vizinho voar alto, depois subiu a nuvem de poeira", recorda. 

Ela mora no décimo andar de um edifício ao lado, com apenas duas casas de separação.  Ela conhecia a pessoa que morreu no desabamento. No momento da tragédia, o homem, cujo nome ainda não foi divulgado, descarregava um caminhão de água mineral bem onde os escombros caíram. "É uma misto de angústia e impotência. Foram 20 minutos sem poder fazer nada. Percebemos que até mesmo os bombeiros estavam surpresos. E por obra de Deus não foi pior, porque o prédio pendeu para a rua; se tivesse caído para o outro lado, teria atingido casa, salão de beleza, vários outros imóveis,", conta ela.

Em entrevista ao Estado, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará (CAU-CE), Napoleão Ferreira, afirma que não há nenhum Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) emitido para o prédio.

"Se houver obra por arquiteto, é irregular. Não há RRT de nenhum profissional naquele edifício", enfatiza Napoleão.

Ao citar hipóteses para o desabamento, o presidente diz que o problema pode ter sido causado por questões estruturais ou por falta de manutenção predial.

"Quando acontecem intervenções internas na edificação, obras nas unidades e isso é feito de maneira não profissional, com a técnica devida, isso geralmente ameaça causar sinistros como esse. Uma outra causa possível é a estrutura do prédio. Às vezes tem uma infiltração, um problema crônico, que ao longos dos anos vai se agravando e termina que colapsa a estrutura. Outra hipótese é a questão da tubulação de gás. Pode haver uma explosão e isso gera uma rachadura e a ruptura vai como um 'castelo de cartas'. Essas hipóteses existem. É preciso investigar", afirmou Napoleão.

A Universidade de Fortaleza  (Unifor) organizou um mutirão de voluntários com alunos e ex-alunos das áreas de enfermagem, psicologia e medicina, além de ONGs, para prestar socorro a parentes de vítimas do desabamento. O atendimento está sendo feito em um prédio próximo. Também há equipes da Igreja Católica e de duas denominações evangélicas se revezando em turnos com 30 profissionais cada.

Veja imagens do resgate:

 

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Um dia antes de desabamento no Ceará, Crea foi notificado de que prédio passaria por obras

Na segunda, foi registrada uma Anotação de Responsabilidade Técnica, referente à recuperação de construção e pintura do edifício; não foram divulgados mais detalhes sobre o documento. Prédio em Fortaleza tinha mais de 40 anos

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 17h09

SÃO PAULO - O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE), Emanuel Mota, afirma que a entidade foi notificada na segunda-feira, 14 - um dia antes do desabamento - sobre obras de manutenção pelas quais passaria o prédio residencial de sete andares que desabou, em Fortaleza, e deixou nove feridos na manhã desta terça-feira, 15.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, Mota afirma que um engenheiro registrou uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao conselho indicando "recuperação de construção e pintura do edifício". O documento identifica o responsável técnico por obras a serem feitas, como foi o caso do edifício em Fortaleza.

"(Ontem) foi feito um registro de obras, mas não há detalhes sobre o tipo de serviço a ser realizado. (O documento) apenas cita recuperação de construção e pintura do edifício. O profissional assumiu toda a responsabilidade, porque a declaração foi feita de forma genérica e ampla", afirmou Mota, sem divulgar a identidade do engenheiro responsável.

Desta forma, não está descartada a possibilidade de obras estarem acontecendo no prédio. O conselho abrirá um processo para verificar a conduta do profissional responsável. A entidade vai solicitar que ele vá ao Crea-CE. O engenheiro pode ter o registro profissional suspenso e pode ainda vir a responder criminalmente pela tragédia.

Recentemente também foi registrada uma ART de manutenção nos elevadores do edifício. Mas não há mais detalhes sobre o documento.

Mota afirma ainda que o prédio que desabou tinha mais de 40 anos e, por isso, não há registro inicial de construção, pois na época isso não era obrigatório. Uma equipe do Crea-CE foi ao local e realizou uma avaliação inicial do desabamento. Para Mota, ainda é cedo para apontar a causa do desabamento.

"Estive no local e observei que há um grave desgaste da estrutura predial. Fortaleza tem atmosfera agressiva, por causa do mar, o que agrava o potencial de risco das edificações. Sobre explosão de gás, ainda não tive conhecimento. Não dá para detectar ainda", disse o presidente do Crea-CE.

Segundo ele, a perícia irá identificar o responsável pela tragédia. "É preciso aguardar porque ela irá apontar uma série de causas".

O Crea-CE vai encaminhar os dados do prédio às autoridades responsáveis.

O presidente do conselho classifica o desabamento como "tragédia anunciada". "A cidade de Fortaleza está envelhecendo. Foi um tragédia anunciada. Tivemos outros desabamentos. A Prefeitura de Fortaleza deve fiscalizar os prédios antigos e cobrar a efetivação da lei de inspeção predial. Não podemos esperar por mais mortes", disse.

Mota acrescenta que síndicos e também moradores devem ser conscientizados sobre a importância das obras preventivas. "Necessidade de ficar atento às construções e também manutenções. Além de contratar profissionais para construir, é preciso fazer planos de manutenção que são peças fundamentais para diagnosticar a necessidade de obras".

A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura de Fortaleza sobre as declarações do Crea-CE. 

Nas redes sociais, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), lamentou a tragédia e reforçou os trabalhos em busca de vítimas com vida.

"Equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, como Defesa Civil, SAMU, AMC, Guarda Municipal, Hospitais Públicos, Corpo de Bombeiros e Polícias Militar e Civil já estão em uma operação conjunta", reforçou a nota.

Pela manhã, o Corpo de Bombeiros havia informado uma morte na tragédia, mas no início da noite, o governo do Ceará afirmou que ainda não havia confirmação de óbitos. Não foi explicado o motivo do desencontro de informações. 

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Análise: Para evitar novas tragédias, ideal seria exigir 'check-up' de prédios a cada 10 anos

Estruturas de concreto têm vida útil de 30 anos; desabamento em Fortaleza deixou 9 feridos e 9 desaparecidos

Paulo Sergio Lanzarotto, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 21h07

As estruturas de concreto têm uma vida útil de 30 anos. A idade, ao que tudo indica, foi um fator crucial na condição dessa estrutura que desabou em bairro de classe média alta de Fortaleza, deixando ao menos nove feridos e nove desaparecidos. A questão é ainda mais grave porque a construção estava em uma região de atmosfera agressiva (região litorânea). A maresia, como muitos sabem, é um fator de corrosão nas estruturas de concreto.

Toda estrutura mais antiga demanda uma verificação, uma inspeção mais aprofundada. É como quando a gente tem mais idade e vai ao médico fazer um check-up. Não basta, depois de certa idade, apenas tirar a pressão ou ouvir o coração. Precisamos de exames mais aprofundados. Com as edificações acontece algo parecido.

Existem sistemas de vistoria em diferentes níveis, que precisam ser feitos por companhias especializadas e vão além da vistoria visual. O ideal seria que houvesse uma regra que obrigasse a realização de laudos em 10 e 10 anos. Uma analise clínica, um check-up como um todo. E não só análises visuais e superficiais. 

Deveria existir norma de fiscalização mais dinâmica e elaborada. Isso deveria ser normatizado e mais cobrado pelas instituições. A sociedade tem deixado muito em segundo ou terceiro plano os processos de engenharia. A gente se preocupa muito com a parte administrativa, com a fiscalização, os registros e acaba deixando os processos de engenharia de lado. 

 

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De Muzema ao Palace 2: relembre outros desabamentos no Brasil nas últimas décadas

Edifício residencial cedeu na manhã desta terça-feira, 15, em Fortaleza; números iniciais apontam uma morte e três feridos

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 12h28

SÃO PAULO - Um edifício residencial com cerca de sete pavimentos desabou na manhã desta terça-feira, 15, em Fortaleza. Até as 19 horas, autoridades confirmaram que o desabamento deixou nove feridos. 

O Brasil teve uma série de desabamentos nos últimos anos. Um dos mais emblemáticos é o do Edifício Wilton Paes Almeida, que caiu após um incêndio na madrugada de 1º de maio de 2018. Lembra outros casos abaixo:

2019 - Prédios da favela da Muzema - Rio de Janeiro/RJ

O desabamento de dois edifícios irregulares em abril deixou 24 mortos na favela da Muzema, no Rio. As construções eram irregulares e ficavam em uma favela dominada por milícias. O principal suspeito de vender os prédios foi preso em setembro.

2018 - Edifício Wilton Paes de Almeida - São Paulo/SP

O  Edifício Wilton Paes de Almeida caiu na madrugada do feriado de 1º de maio do ano passado após ser atingido por um incêndio. Antiga sede da Polícia Federal, ele estava ocupado pela organização Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM). O desabamento deixou sete mortos (dos quais, dois eram crianças), além de 291 famílias desabrigadas. Os engenheiros responsável pelo imóvel e o MLSM foram denunciados na Justiça pelo Ministério Público.

2011 - Edifício de 32 andares - Belém/PA

Com 32 andares, um prédio residencial em construção desabou na tarde de 29 de janeiro em Belém. O incidente matou três pessoas.

2010 - Prédio de sete andares - Salvador/BA

Um edifício de sete andares desabou em 17 de julho, deixando três mortos e dois feridos. O imóvel não tinha alvará.

2009 - Templo da Igreja Renascer - São Paulo/SP

teto de um templo da Igreja Evangélica Renascer em Cristo desabou no dia 17 de janeiro, deixando nove mortos e mais de 100 feridos. O imóvel ficava na Avenida Lins de Vasconcelos, na região central.

1998 - Edifício  Palace 2 - Rio de Janeiro/RJ

Parte do Edifício Palace 2 cedeu na madrugada de 22 de fevereiro, matando 8 pessoas e deixando cerca de 200 famílias desabrigadas. De 22 andares, ele ficava localizado na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio. A construtora responsável pela obra pertencia ao ex-deputado Sérgio Naya, falecido em 2009 e que chegou a ser denunciado pelo Ministério Público pelo caso, mas foi absolvido na Justiça. 

1998 - Templo da Igreja Universal - Osasco/SP

Tempo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) desabou durante  uma vigília, deixando 22 mortos e centenas de feridos. 

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