Prédio desaba no ES e mata criança de 7 anos

Ícaro Pereira Pretti estava com a avó, que está desaparecida, quando o edifício de cinco andares caiu

Alexandre Rodrigues, Estadão

20 Julho 2007 | 21h22

O desabamento de um prédio residencial de cinco andares na madrugada desta sexta-feira, 20, provocou a morte de um menino de 7 anos na cidade de Domingos Martins, na região serrana do Espírito Santo, a 40 quilômetros de Vitória. Após mais de 15 horas de trabalho nos escombros, só no início da noite os bombeiros conseguiram encontrar o corpo de Ícaro Pereira Pretti.   O menino estava no primeiro andar do imóvel com a avó, Denise Mendes, de 47 anos, que provavelmente também morreu no desastre. Até a noite desta sexta, os bombeiros ainda não tinham conseguido chegar ao corpo dela.   Havia 22 pessoas no prédio no momento do desabamento, por volta das 3h. A maioria delas estava nos últimos andares. "Como a falência do prédio se deu no 1º e 2º andar, as pessoas que estavam por cima conseguiram sair pelas janelas, com a ajuda de vizinhos e usando cobertores", contou o coronel Samuel Rodrigues, assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo.   Apenas um senhor idoso foi retirado com vida dos escombros pelos bombeiros no início da manhã. Ele foi levado para um hospital de Vitória com fraturas. As equipes de resgate chegaram ao local 15 minutos depois do desabamento e trabalharam durante todo o dia. O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, foi até o local acompanhar parte dos trabalhos.   Em nenhum momento os bombeiros tiveram comunicação com Denise. Daí a indicação de que, assim como o neto, ela provavelmente não sobreviveu. Refletores foram instalados no local para que as buscas continuassem durante a noite. O caso causou comoção entre os moradores do pequeno distrito de Santa Isabel, onde estava o prédio.   Segundo a Defesa Civil, que abriu investigação sobre as causas do desabamento, os proprietários do imóvel, construído em 1989, elevaram de três para cinco os pavimentos do prédio em 2001 sem autorização da prefeitura. O excesso de peso sobre as colunas de sustentação é uma das hipóteses que serão investigadas.

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