Prédio é pichado em protesto contra filho que matou a mãe

Moradores do edifício de número 441 da Rua Fradique Coutinho estão revoltados com pichações que foram pintadas nas paredes do prédio, com os dizeres "Assassino! Mãe não se mata", seguidos de assinaturas (as chamadas tags de gangues de pichadores). Eles acreditam que os pichadores estejam manifestando sua revolta contra o professor Paulo Sérgio Baisi, de 46 anos, acusado de matar a facadas a mãe, Bássima Sayee Bisi, de 80 anos, na tarde de quarta-feira. O local do crime, porém, é outro edifício, em uma rua paralela à Fradique Coutinho. O prédio é cercado de grades. Para os moradores da Fradique Coutinho, a ação dos pichadores não se justifica. "Estamos sendo punidos por algo feito por uma pessoa que nem mora aqui", disse um dos moradores. O crime atribuído a Paulo Baisi teve grande repercussão tanto pelo fato de um filho assassinar a mãe, quanto pelo que o motivou: ele não teria gostado da comida que a mãe lhe serviu. A vítima morreu no Hospital das Clínicas e Paulo foi preso e autuado em flagrante na mesma tarde, no 14º Distrito Policial, de Pinheiros. Na noite de quinta-feira, já havia algumas pichações no prédio da Fradique, às quais foram acrescentadas outras, na noite de sexta e na madrugada deste sábado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.