Prefeita de Campinas critica investigação de assassinato

A prefeita de Campinas, Izalene Tiene, disse hoje que está decepcionada com a demora na solução da morte do prefeito Antonio da Costa Santos, assassinado com um tiro na noite da última segunda-feira. Segundo Izalene, isso reforçaria a tese de atentado político. "Acredito que se fosse latrocínio o caso já estaria solucionado, mas é preciso continuar investigando todas as hipóteses", afirmou. A prefeita participou do encerramento das eleições do diretório municipal do PT em Campinas, em que Toninho foi homenageado em um vídeo de aproximadamente dez minutos, com depoimentos de amigos e cenas de sua trajetória política. Desde o assassinato, Izalene somente circula pela cidade acompanhada de dois carros da Guarda Municipal e quatro guardas, encarregados de proteger a prefeita. Izalene disse que solicitou a segurança por temor de atentado político e não crimes comuns. A prefeita explicou que desconhece o teor do dossiê que teria sido roubado do carro do prefeito e não participou de seu desenvolvimento. Mas afirmou que a polícia também deverá investigar essa hipótese. "Infelizmente o caso não apresenta evolução", comentou. Na noite de sexta-feira, uma carta anônima manuscrita foi deixada em um orelhão do bairro Swift e recolhida pela Guarda Municipal. O chefe da corporação, Péricles Caramaschi, encaminhou-a ao delegado Osmar Porcelli. O conteúdo foi mantido em sigilo. Mas há informações, não confirmadas pela polícia, de que a carta traria o nome de três pessoas responsáveis pelo assassinato, o mandante e dois matadores. Essas pessoas teriam sido procuradas pelos investigadores no final de semana. Mas não havia notícias de nenhum detido até o início da noite de hoje.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2001 | 00h43

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