Prefeita do PT acha precipitado dar cunho político a seqüestro

A prefeita de Campinas, Izalene Tiene (PT), atribuiu à impunidade os crimes contra o prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, assassinado há quatro meses, e o de Santo André, Celso Daniel.Ela disse que é precoce estabelecer relações entre as duas ocorrências, ainda que ambas as vítimas sejam do PT.Para Izalene, se o assassinato de Toninho, como era chamado o prefeito de Campinas, e o caso das cartas ameaçadoras destinadas a membros do partido, que surgiram há três meses na região de Ribeirão Preto, tivessem sido esclarecidos, seria mais fácil investigar o seqüestro de Daniel.ImpunidadeA prefeita lamentou a impunidade e a falta de ações efetivas da polícia na solução dos crimes. "O crime organizado está ganhando cada vez mais força. O seqüestro do prefeito de Santo André foi praticado por dez pessoas. É preciso combater isso", alegou.Izalene participava de um seminário de prefeitos petistas, em São Paulo, quando foram informados do ocorrido com Daniel.MoçãoOs prefeitos que estavam no encontro se dirigiram à Câmara Municipal de Santo André, onde elaboraram um moção, a ser encaminhada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), pedindo uma polícia mais eficiente para reduzir o crime organizado em São Paulo, conforme a prefeita."É preciso urgência. Os crimes têm que ser esclarecidos", alegou Izalene. Ela acrescentou que os prefeitos devem permanecer mobilizado até que o seqüestro seja resolvido. "Espero que o Daniel volte logo e bem. Estamos esperando", desabafou.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2002 | 13h55

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