Prefeito baiano é morto a tiros; polícia descarta motivação política

Rielson Santos Lima (PMDB) foi assassinado em um bar no centro de Itagimirim (BA); investigação aponta para dívidas não quitadas

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 17h11

SALVADOR - A polícia baiana descarta que o assassinato do prefeito de Itagimirim (BA), Rielson Santos Lima (PMDB), de 51 anos, tenha sido um crime político. O gestor foi morto a tiros, na noite desta terça-feira, 29, em um bar do centro da cidade, a 602 quilômetros de Salvador,  por dois homens que chegaram ao local em uma moto. 

Atingido por quatro disparos, Lima chegou a passar por uma cirurgia no Hospital Regional de Eunápolis, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo do prefeito, que era um conhecido comerciante do município, foi enterrado no fim da tarde desta quarta.

Segundo a delegada Valéria Fonseca Chaves, da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), onde o caso é investigado, a possível motivação política para o crime está "inicialmente descartada", apesar de o gestor ter promovido uma série de demissões e cortes de vagas e salários nos últimos meses, para tentar equilibrar as contas da prefeitura. Além disso, o prefeito rompeu há poucas semanas com seu vice, Rogério Oliveira (PP), que vai assumir a Prefeitura. 

De acordo com a delegada, a principal linha de investigação aponta para dívidas não quitadas que o gestor teria contraído com agiotas da região. Por causa do crime, o comércio e as escolas da cidade não funcionaram nesta quarta-feira. 

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