Eduardo Munoz/Reuters
Eduardo Munoz/Reuters

Prefeito de Buenos Aires é processado por participar de rede de espionagem

Investigação apura envolvimento de Mauricio Macri em escutas telefônicas ilegais

Efe,

15 de julho de 2010 | 20h41

BUENOS AIRES- Um tribunal de segunda instância da Argentina ratificou nesta quinta-feira, 15, o processamento do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, um dos líderes presidenciáveis da oposição de direita, por ter feito escutas telefônicas ilegais de políticos e empresários.

 

A Câmara Nacional de Apelações rechaçou o recurso de apelação apresentado pela defesa de Macri e ratificou por unanimidade a sentença do juiz Norberto Oyarbide, pelas crimes de "violação de segredos, abuso de autoridade e falsificação de documentos públicos com associação criminosa".

 

Oyarbide processou o prefeito portenho por considerar que foi "partícipe necessário" em uma "associação criminosa" responsável por espionagem ilegal.

 

"Mauricio Macri é inocente. Não há um só elemento que ligue Macri com a causa das escutas", garantiu em uma coletiva de imprensa o chefe de gabinete da cidade, Horacio Rodríguez Larreta.

 

O caso de espionagem veio à luz em outubro passado, quando foram reveladas supostas práticas de escutas ilegais feitas pelo ex-chefe da Polícia Metropolitana de Buenos Aires, Jorge "Fino" Palacios, a Sergio Burstein, parente de uma vítima do atentado terrorista contra a associação judia AMIA, que ocorreu em 1994.

 

Tanto Palacios como o antigo agente federal Ciro James estão presos desde o fim de 2009 por "intervenção indevida das comunicações e falsidade ideológica de documentos públicos".

 

Também estão sendo processados Mariano Narodowski, ex-ministro de Educação da capital argentina, dois ex-juízes, uma funcionária judicial e cinco policiais da província de Misiones, no nordeste do país.

 

Os investigadores encontraram informações sobre espionagem ilegal em computadores escondidos em uma agência de segurança controlada por Palácios.

 

O escândalo reavivou uma forte polêmica entre a prefeitura de Buenos Aires e a presidente Cristina Kirchner.

 

Macro havia pedido que o juiz federal responsável fosse afastado do caso por considerar que o funcionário atende aos interesses do governo federal.

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