Prefeito de Cubatão volta a ser ameaçado

O prefeito de Cubatão, Clermont Silveira Castor (PL), que foi vítima de atentado em julho do ano passado, quando foi atingido por três tiros, recebeu uma ameaça de morte. Em telefonema anônimo destinado ao sistema 156, da prefeitura, uma voz masculina foi bastante clara: se divulgasse a ameaça na mídia, Clermont não passaria desta terça-feira.Identificando-se como ?Negão da Vila?, o autor do telefonema dizia que já deu "três tiros no homem" (Clermont) e que ?daria mais três?. Diante da nova ameaça, o prefeito, que esteve na capital na segunda-feira, aproveitou para encaminhar a fita com a gravação à Delegacia de Homicídios e Crimes contra a Pessoa e o Patrimônio (DHPP), responsável pela investigação do atentado do qual foi vítima em julho passado.Clermont não deixou de cumprir sua agenda de trabalho hoje. Os cuidados com a sua segurança pessoal foram redobrados depois do incidente do ano passado. Adotou o uso de um carro blindado e não abre mão de pelo menos três seguranças, que o acompanham em todos os deslocamentos.Duas semanas antes de sofrer o atentado, que ocorreu no dia 2 de julho, o prefeito fez declarações à imprensa afirmando que se sentia traído por pessoas próximas. A partir desse momento, rumores de que haveria mudanças no primeiro escalão da prefeitura espalharam-se rapidamente, com informações de que o prefeito também pretendia mudar de partido, deixando o PL para ingressar no PSDB.Na noite do dia 2 de julho, quando o prefeito se dirigia ao velório de um amigo, um veículo emparelhou-se com o seu carro, nas imediações da Vila São José. Desse segundo carro foram disparados três tiros. Uma das balas atingiu o peito do prefeito, outra o pescoço e outra alojou-se debaixo do braço. Um mês após a ocorrência, sem que a Seccional de Polícia Civil descobrisse os responsáveis pelo atentado, a pedido do Ministério Público o inquérito é remetido para o DHPP, na capital, e continua sem uma solução.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2002 | 17h16

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