Prefeito de Maceió pede intervenção federal em Alagoas

Cícero Almeida critica inoperância da Secretaria Estadual de Defesa Social e desclassifica os presídios do Estado

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

30 Novembro 2007 | 16h41

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), revelou nesta sexta-feira, 30, durante uma solenidade pública, que enviou, esta semana, um ofício ao Ministério da Justiça denunciando o recrudescimento da violência na cidade e o caos na segurança pública em Alagoas. Almeida disse ainda, que no documento encaminhado ao ministro Tarso Genro, pede intervenção federal no Estado. "Se serei atendido eu não sei, mas fiz a minha parte informando da situação", justificou. Cícero Almeida criticou a "inoperância" da Secretaria Estadual de Defesa Social e classificou como "vergonhosa" a situação dos presídios do Estado. A exemplo do líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Alberto Sextafeira (PSB), o prefeito pediu a saída do general Edson Sá Rocha, da Secretaria Estadual de Defesa Social. "Nem quando eu era repórter policial via tanta violência. Respeito muito a figura do governador Teotonio Vilela Filho, mas está na hora de mudar a política de segurança pública do Estado". O prefeito lamentou o atentado sofrido pelo agente penitenciário Messias Júnior, que foi atingido por um tiro na cabeça, esta semana, quando fazia escolta para um preso, que foi resgatado pelos bandidos. O agente teve morte cerebral anunciada na noite de ontem, mas até a tarde de hoje ainda se encontrava na UTI da Unidade de Emergência Armando Lages. "Esse tipo de agressão a servidores públicos, que são lesionados no exercício da função, nos entristece e revolta", afirmou o prefeito, acrescentando que as autoridades de segurança pública precisam deixar seus gabinetes confortáveis e ir às ruas, prender os bandidos. É muito preocupante o atual momento que Alagoas vive", afirmou o prefeito. Almeida disse ainda que teve o celular grampeado, mas não revelou de onde partiu o grampo, nem se foi por conta de alguma investigação ou por perseguição política. "Eu fui grampeado. É mais uma denúncia grave. Existem 380 pessoas em Maceió que estão com os telefones grampeados. Eles têm que sair de dentro da sala e parar de ficar grampeando as pessoas de bem. É preciso políticas que prendam bandidos", enfatizou Almeida, acrescentando que, nos últimos meses, teve evitar sair às ruas com medo de ser alvo de violência. "Nunca tive seguranças, mas agora tive que pedir ajuda para poder andar em Maceió", salientou Cícero Almeida, que classificou o trabalho da Polícia Militar do Estado como "evasivo". Segundo ele, a PM prende, mas a Polícia Civil de Alagoas não dar continuidade às investigações, porque está greve há quatro meses e até agora há estimativa de quando os policiais retornam ao trabalho.

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