Prefeito de Porto Alegre escapa de tiroteio durante evento

Prefeito de Porto Alegre escapa de tiroteio durante evento

Tiros foram disparados em praça onde José Fortunati inaugurava novo sistema de iluminação; prefeito já havia pedido mais segurança e presença da Força Nacional

Wagner Machado, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

04 Outubro 2015 | 19h33

PORTO ALEGRE - Defensor da presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Sul, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, esteve bem próximo de um tiroteio durante a inauguração da nova iluminação em uma praça, na zona norte da Capital do Rio Grande do Sul. O fato ocorreu na noite da última quarta-feira, mas foi divulgado somente neste domingo.

Conforme relato do prefeito ao jornal Zero Hora e confirmado pela assessoria de imprensa, pouco antes do início da solenidade, ao se aproximar do local onde ela seria realizada, ele percebeu que um carro passou perto da praça em alta velocidade e deduziu que se tratava de uma perseguição. Depois, os suspeitos que estavam dentro do veículo foram cercados e houve troca de tiros. O prefeito foi levado para o Centro Comunitário do bairro onde pôde aguardar a prisão dos criminosos.

Em função dos disparos, muitas das 80 pessoas que estavam no evento tiveram que se deitar no chão. Ninguém ficou ferido e os dois suspeitos de roubo foram presos. “Não temi pela minha vida. Temi pela vida de quem estava lá fora. O que eu quero destacar: é isso que queremos, polícia atuando, e não o contrário”, disse Fortunati, ao destacar que, depois de todo o perigo e confusão, graças à eficiência da Polícia Civil, o ato de inauguração foi realizado.

No mês passado, depois de outros incidentes violentos ocorridos em Porto Alegre, Fortunati já havia declarado que o Estado deveria solicitar a vinda das tropas da Força Nacional para auxiliar na segurança da cidade. No entanto, o secretário de Segurança, Wantuir Jacini, descartou essa possibilidade alegando que a Brigada Militar tem potencial suficiente para dar conta da criminalidade no Rio Grande do Sul e que a Força Nacional deve ser acionada para intervenções específicas.

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