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Prefeito decreta estado de calamidade em Petrópolis

O prefeito de Petrópolis, Rubens Bontempo (PSB), decretou estado de calamidade pública no município da região serrana do Rio, o mais atingido pela tempestade que caiu no Estado na segunda-feira, e decretou três dias de luto oficial. Em visita à cidade para avaliar os estragos, o governador Anthony Garotinho (PSB) informou que o número de vítimas fatais no Estado subiu de 34, na segunda-feira, para 43, até o fim da tarde de hoje. Pelos cálculos da Defesa Civil e de outras prefeituras, o número chegava a 44.A maior parte das vítimas (26) morava em Petrópolis. "No restante do Estado não deve haver novas mortes, mas, em Petrópolis, vamos ter mais óbitos", disse o governador.Garotinho anunciou a liberação de R$ 27,5 milhões para o município. Amanhã, a Defesa Civil do Estado depositará R$ 1 milhão na conta da prefeitura de Petrópolis para o aluguel de caminhões e equipamentos necessários para desobstrução de ruas e busca de desaparecidos.O governo do Estado mantinha convênio com a prefeitura, pelo qual repassaria R$ 11,5 milhões para obras ao longo de 2002. A remessa desse dinheiro será antecipada para janeiro e fevereiro. Mais R$ 15 milhões extras serão utilizados para construção de casas populares, para retirar as pessoas que vivem em áreas de risco. Segundo Bontempo, são 2.500 famílias nessa situação em Petrópolis.O número de desaparecidos na cidade baixou de 68 para 48 pessoas. Dos desabrigados, 357 estavam em abrigos da prefeitura de Petrópolis. Garotinho disse que tentou falar hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso, mas não obteve êxito. "O telefone dele estava fora da área de alcance", contou. O Estado está providenciando cestas básicas, colchonetes e remédios para os desabrigados. Vinte e um dos mortos foram sepultados hoje mesmo. Os serviços funerários estão sendo bancados pelo município. O governador falou por telefone com o ministro da Integração Nacional, Nei Suassuna, que sobrevoou locais atingidos pelas chuvas, a quem pediu liberação de verbas do governo federal, criticado, segundo Garotinho, por não ter liberado até hoje verbas referentes aos danos causados pelos alagamentos ocorridos em 2000 no Estado. "O governo acabou de liberar R$ 22 milhões para Santa Catarina e R$ 17 milhões para o Espírito Santo", disse. "Pelo tamanho do estrago, aqui o valor teria de ser bem maior." Garotinho também conversou por telefone com o prefeito de Paracambi, André Ceciliano (PT), e com o de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos Filho (PSDB), que enviarão hoje relatórios para o governador sobre a situação em seus municípios, a fim de que o Estado possa definir a verba a ser liberada. Em Paracambi, morreram duas pessoas. Em Caxias, oito.O governador afirmou que pernoitará em Petrópolis e amanhã de manhã visitaria novamente as áreas atingidas e seguiria para Imbariê, em Duque de Caxias, um dos locais que sofreram mais em conseqüência da chuva.

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