Prefeito do Rio elogia postura da PM ao retirar professores da Câmara

Eduardo Paes (PMDB), negou que tenha havido truculência na ação de sábado e afirmou que desocupação era necessária

Adriano Barcelos, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2013 | 13h41

RIO - Em entrevista na tarde desta segunda-feira, 30, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), negou que tenha havido truculência na desocupação da Câmara, realizada pela Polícia Militar na noite de sábado.

Ao programa RJTV, Paes fez críticas ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), responsável pela ocupação do plenário e por uma greve na rede municipal de ensino que ocorre desde 8 de agosto.

"O parlamento é um espaço de diálogo. Que vão lá e discutam com os vereadores. Apresentem as emendas. Esse é o debate. Você não ocupa o plenário. Não acho que seja adequado no regime democrático você invadir um plenário. O presidente da Câmara (Jorge Felippe, do PMDB) levou um soco", comentou Paes. "A desocupação era necessária. A Polícia Militar agiu com correção, a pedido do presidente da Câmara. Lá fora (onde houve o uso de gás lacrimogêneo e spray de pimenta) não havia só professores", completou o prefeito.

Paes fez ainda uma defesa do projeto que cria o novo Plano de Cargos e Salários para a rede municipal e disse que o sindicato tem divulgado "inverdades". Ele rejeita o entendimento de que os professores concursados para cargas de trabalho inferiores a 40 horas semanais serão forçados a se adequar às novas exigências e afirmou que a "polivalência" - segundo a qual os professores qualificados para lecionar nas séries finais do ensino fundamental seriam obrigados a dar aulas para crianças menores - é opcional.

"O que há é o ginásio experimental, instalado em escolas menores, em que o professor que quiser ir para lá pode ir. Mas não é obrigado. Quem não quiser, segue vida normal", disse.

O projeto do Plano de Cargos e Salários deverá ser analisado pela Câmara de Vereadores na sessão de terça-feira.

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