Prefeito do Rio pede R$370 mi ao governo federal após chuva

Eduardo Paes (PMDB) solicitou ainda R$ 270 mi para obras que evitem constantes inundações na Praça da Bandeira

REUTERS

07 de abril de 2010 | 15h45

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pediu nesta quarta-feira ao ministro da Integração Nacional, João Santana, uma ajuda de 370 milhões de reais para a recuperação da cidade devido aos transtornos provocados pela chuva.

 

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Segundo Paes, 100 milhões de reais são para obras emergenciais na cidade, sendo 70 milhões para obras de geotecnia em vias e encostas e outros 30 milhões para obras de dragagem em vários pontos da cidade.

A forte chuva que atingiu o Estado do Rio na segunda e terça-feiras deixou mais de 100 mortos, provocou deslizamentos e paralisou a capital.

O prefeito solicitou ainda ao governo federal 270 milhões de reais para a execução de obras que evitem constantes inundações na Praça da Bandeira, que faz a ligação entre o centro e a zona norte.

"Coloquei ao ministro a necessidade dessas obras emergenciais e na Praça da Bandeira, que tem um problema crônico que todo mundo conhece a cada chuva. O ministro vai levar nosso pleito ao presidente Lula", disse Paes a jornalistas.

O ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve atender à solicitação.

"De certo, com a sensibilidade do presidente Lula e do amor que ele tem por esse país, com certeza teremos sucesso. A resposta deve acontecer até amanhã no caso do município do Rio", declarou Santana, ressaltando que os outros municípios afetados pela chuva ainda não mensuraram a necessidade do recurso.

Mais cedo, o prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira, havia solicitado de 15 a 20 milhões de reais de apoio para a cidade, a que teve mais mortes causadas pelo temporal.

Paes anunciou ainda a remoção compulsória de moradores do Morro dos Prazeres e de parte da favela da Rocinha. Segundo ele, nestas duas comunidades serão reassentadas de 1.500 a 2.000 famílias.

"De um lado não estamos mais permitindo a expansão de comunidades em áreas de risco e novas ocupações. E de outro...vamos avançar no reassentamento da cidade. Essa vai ser a linha", afirmou.

O prefeito admitiu que o plano de contingência da cidade falhou logo no começo do temporal, no fim da tarde de segunda-feira. "Mas funcionou bem na terça-feira. Claro que ajustes terão que ser feitos."

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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