Prefeito e governador não vão à festa de 436 anos do Rio

O prefeito César Maia e o governador Anthony Garotinho não foram hoje à missa e festa pelos 436 anos do Rio de Janeiro, na Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos, na Tijuca, zona norte. Maia enviou secretários e o vice-prefeito Marco Antônio Valles. Garotinho nem isso.O desprestígio à cidade foi tanto que até a Arquidiocese do Rio protagonizou um jogo de empurra. O cardeal arcebispo d. Eugenio Sales enviou em seu lugar o bispo-auxiliar d. Rafael Cifuentes, que por sua vez fez-se representar pelo bispo d. João Corso." O Rio é realmente uma cidade abençoada, sou paulista mas gosto muito daqui", disse o bispo, há cinco anos no Rio, antes de rezar a missa para cerca de 500 fiéis.Um bolo de 4,36 metros, 1,2 metro de largura e pesando uma tonelada foi partido pelo palhaço Carequinha, no pátio da Igreja dos Capuchinhos. O local foi escolhido para a comemoração por ser ali que estão guardados os restos mortais do fundador da cidade, Estácio de Sá.Aos 85 anos e 80 de carreira, Carequinha recebeu hoje o título de "o mais carioca do Rio". "Recebo várias homenagens em tantos lugares, mas uma homenagem na minha terra é muito mais emocionante", afirmou o palhaço, nascido no bairro de Vila Isabel.Este ano, a Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca (Sarca), organizadora da festa, resolveu entregar a faixa de "o mais carioca" a Carequinha por ele ter anunciado que está prestes a encerrar a carreira. Diante do carinho dos fãs - de todas as idades -, o palhaço recuou. "Não vou me aposentar, só diminuir o ritmo", prometeu.

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