Prefeito é irônico e fala em 'angústia' do DEM

No lançamento do PSD no Rio Grande do Norte, Estado natal do presidente nacional do DEM, José Agripino Maia, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM), foi irônico ao rebater ontem críticas do ex-correligionário. Para Kassab, o presidente do DEM vive um "momento de angústia". Quando questionado sobre uma recente declaração do senador Agripino, que acusou o PSD de ser "um partido a serviço do Palácio do Planalto", Kassab disse: "Eu desejo muita sorte ao senador José Agripino. Sei que ele vive um momento difícil, de angústia".

Anna Ruth Dantas Natal, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2011 | 00h00

A criação do PSD já retirou políticos expressivos do DEM, além do próprio Kassab, como o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.

Kassab evitou comentar sobre articulações oposicionistas em prol da fusão do PSDB e DEM, que foi defendida pelo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. "Não gostaria de comentar isso, porque já estive nesse partido", observou.

O futuro PSD, disse Kassab, já conta com 38 deputados federais. Sobre a filiação do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), ele foi evasivo: "Não posso aqui dizer sobre a filiação. Claro que gostaria que ele estivesse com a gente".

O prefeito negou que esteja se alinhando ao governo federal. "Nosso partido terá uma posição de independência. Aqui estão colegas que tiveram posições diferentes na eleição passada, por isso seremos independentes. Até 2014 iremos formar nossa posição", disse.

No Rio Grande do Norte, décimo Estado visitado por Kassab para fundar o PSD, o partido terá a maior bancada da Assembleia, com cinco deputados. O vice-governador, Robinson Faria, comandará o PSD. A governadora, Rosalba Ciarlini, segue no DEM.

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