Prefeito e mais 35 acusados fogem em ônibus no Ceará

O prefeito de Senador Pompeu (CE), Antônio Teixeira de Oliveira (PT), está foragido desde domingo, quando deixou a cidade em um ônibus alugado levando outros 36 suspeitos de corrupção. Todos tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça, mas até agora apenas um funcionário da prefeitura foi preso. O advogado Paulo Quezado, que defende o prefeito, informou que ele só vai se entregar à Justiça depois do feriado. E garantiu que vai provar a inocência de seu cliente. Segundo ele, as denúncias são infundadas.

Lauriberto Braga, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2011 | 00h00

O prefeito, vice-prefeito, secretários e assessores são acusados pelo desembargador Darival Bezerra de fraude em licitações, desvio de dinheiro público, envolvimento em crimes de lavagem ou ocultação de bens, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha. Além da prisão, o magistrado determinou o afastamento do prefeito, de seu vice, Luís Flávio Mendes de Carvalho, e do vice-presidente da Câmara Municipal, Tárcido Francisco de Lima Baia.

Conforme a representação criminal feita pelo Ministério Público em 2008 eles praticaram desvio de recursos públicos, fizeram pagamentos indevidos, com emissão de cheques em favor de empresas inidôneas mediante emissão de notas fiscais frias e, se envolveram em outras "condutas criminosas", causando "dano de grande monta ao erário".

Vigília. O clima em Senador Pompeu, a 275 quilômetros de Fortaleza, é de incerteza. Os moradores fazem vigília diante do Paço Municipal, que está fechado. O petista foi reeleito em 2008 com a promessa de construir um novo mercado público e um calçadão próximo à linha férrea. As obras estão paradas. O presidente da Câmara Municipal, Ibervan Ramos, está só esperando a determinação judicial para assumir a prefeitura. Ele está ansioso para nomear seu secretariado o mais depressa possível.

Teixeira sofre ameaça de expulsão do PT. A prefeita de Fortaleza e presidente estadual do partido, Luizianne Lins, já foi informada do pedido, que foi encaminhado à comissão de ética.

O delegado de polícia especializada, Jairo Pequeno disse que o prefeito e as demais 36 pessoas envolvidas no esquema são consideradas foragidas. "Eles deviam ter se apresentado hoje (ontem) para ficar a disposição da Justiça", afirmou o delegado.

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