Prefeito é quase linchado no Paraná

O prefeito de Mariluz, no noroeste do Paraná, a 550 quilômetros de Curitiba, Adelino Gonçalves (PMDB), quase foi linchado hoje de manhã ao retornar à prefeitura depois de uma semana afastado. Ele é acusado de ser o mandante da morte do vice-prefeito, Aires Domingues (PPS), e do presidente do diretório local do PPS, Carlos Alberto de Carvalho, na semana passada. Sua prisão preventiva foi pedida ao Tribunal de Justiça, que ainda não a apreciou.Gonçalves, que é padre licenciado da cidade, insistiu em comparecer na prefeitura, apesar das orientações em contrário dadas pela Polícia Militar. "Eu mesmo falei para não ir", disse o capitão Davi Faustino, da 2ª Companhia da Polícia Militar, em Goioerê. Ao chegar, já havia muitas pessoas o aguardando. Rojões foram soltados para chamar mais gente.Com a ajuda da Polícia Militar, Gonçalves conseguiu entrar na prefeitura, passando pelo meio de cerca de 800 pessoas. "Ele foi irredutível em permanecer lá, até que viu que não tinha mais condições", disse o capitão. A população enfurecida jogava pedras contra a casa e já tinha quebrado alguns vidros. Sob escolta de policiais civis, "que tem carros mais velozes", segundo Faustino, o prefeito desapareceu. "Ele está em local incerto e não sabido", disse o capitão. Depois disso, os populares pegaram o carro Omega do prefeito e o destruíram. "Eles queriam levar para o pátio da igreja e incendiar", afirmou o capitão. A polícia conseguiu conter os populares e levou o veículo para a sede da PM em Goioerê.

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