Prefeito espera vender R$ 1 bi em terrenos e ampliar metrô

Além de autorizar eco resorts, a prefeitura do Rio também pretende arrecadar até R$ 1 bilhão com a venda de mais de 70 terrenos remanescentes de obras do metrô que foram transformados em áreas edificáveis. Os vereadores aprovaram, em junho, por 37 votos a 7, projeto de lei complementar, de autoria do Executivo, que autoriza a venda dos terrenos que restaram de desapropriações para a construção da Linha 1. Segundo a prefeitura, o dinheiro arrecadado será usado para levar o metrô à Barra da Tijuca, na zona oeste, com a criação da Linha 4. "O projeto é fundamental para a (campanha) Rio 2016", comemorou, na ocasião, o prefeito Eduardo Paes (PMDB). Ele teve de aprovar lei complementar porque os terrenos haviam sido declarados áreas de especial interesse urbanístico pela Lei municipal 2.396, de 1996. O responsável pela construção do metrô é o governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB), aliado de Paes. "A expansão vai ajudar os deslocamentos nos jogos da Copa de 2014 e atenderá a uma exigência do Comitê Olímpico Internacional para dar ao Rio a vitória na disputa com Chicago, Madri e Tóquio para sediar a Olimpíada", disse Cabral. Pelo projeto, a viagem do centro à Barra levará 34 minutos - não haverá acréscimo na tarifa (R$ 2,80). Hoje, a última estação da zona sul é a Cantagalo, em Copacabana. A general Osório, em Ipanema, está em construção. Em dezembro, o Estado mostrou que empreiteiras, construtoras, imobiliárias e empresas de engenharia pagaram ao menos 1/3 das doações à campanha de Paes.

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