Prefeito nega ter pedido ajuda a funcionários

Kassab diz que não deu ordem a subprefeitos e que coleta de assinaturas da sigla é coordenada por secretário executivo

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2011 | 00h00

O prefeito Gilberto Kassab negou ontem que tenha feito uso da máquina pública da Prefeitura de São Paulo para recolher assinaturas em apoio à criação do Partido Social Democrático (PSD). O prefeito disse que nunca pediu a nenhum dos servidores municipais, nem a funcionários comissionados, que participassem de campanha de angariação de assinaturas em favor da nova legenda.

Segundo Kassab, também não houve ordem aos subprefeitos da cidade para participar da solicitação de assinaturas em suas áreas administrativas. "Não houve isso. Não houve isso", repetiu o prefeito, ao sair às pressas de uma coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo. "A própria funcionária disse que é de caráter pessoal e que não foi uma determinação da Prefeitura," defendeu-se.

Kassab ainda negou que o diretor da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação de São Paulo (Prodam), Flávio Chuery, coordene o recolhimento das assinaturas. "Ele está em férias, faz um mês, na Europa. Ele, eu posso afirmar, que não está fazendo isso."

Ontem, um dos advogados que trabalham na criação do partido sugeriu ao Estado, em conversa gravada, procurar Chuery para saber mais detalhes sobre o processo de coleta das assinaturas. A reportagem não conseguiu contato com o diretor.

Na segunda-feira, Kassab já afirmara que não participa do processo de recolhimento de assinaturas e filiados para o PSD. "O secretário executivo Saulo Queiróz, em Brasília, é quem está acompanhando o processo. Ele coordena. Não tenho informações para dar."

Para ser criado, o PSD precisa coletar 482 mil assinaturas em pelo menos nove Estados. A lei determina que, para concorrer a uma eleição, o registro no Tribunal Superior Eleitoral deve ser feito até um ano antes da disputa. Antes, as assinaturas precisam ser encaminhadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que avaliam as informações. Se o PSD quiser concorrer na eleição de 2012, tem de obter o registro até outubro.

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