Prefeito suspeito de mandar matar professor é preso em Alagoas

O prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes Barros (PFL), suspeito de ser o mandante da morte do professor queimado vivo em Alagoas, está preso desde o início da noite de hoje, acusado de envolvimento em outro assassinato, do assessor de um vereador da oposição Jeames Alves dos Santos, morto com mais de 20 tiros no dia 30 de dezembro de 2002. A prisão preventiva dele foi decretada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Orlando Cavalcanti Manso, que pediu também a quebra de sigilo telefônico do prefeito. O corpo do professor Paulo Henrique Bandeira foi encontrado carbonizado na quarta-feira da semana passada, na zona rural de Satuba, a cerca de 30 quilômetros de Maceió. A morte do professor teve repercussão nacional pela crueldade do crime. Ele foi acorrentado e queimado dentro do próprio carro, depois de seqüestrado. O professor vinha fazendo denúncias de desvio de verbas do Fundef na prefeitura de Satuba. Antes de morrer, ele deixou uma carta e uma fita cassete gravada, dizendo que tinha sido ameaçado de morte pelo prefeito e atribuindo a Adalberon de Moraes qualquer atentado à sua integridade física. O delegado Cícero Lima, que preside o inquérito da morte do professor, disse que ainda é cedo para pedir a prisão preventiva do prefeito, que continua negando qualquer envolvimento com o crime. O advogado Welton Roberto, contratado para defender o prefeito, disse que seu cliente assim que tomou conhecimento da decretação da prisão preventiva, apresentou-se espontaneamente à Polícia Federal, onde foi ouvido e depois conduzido até o presídio Baldomero Cavancanti. O advogado disse que vai impetrar no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas-corpus em favor do prefeito, para que seu cliente responda pelo crime em liberdade.

Agencia Estado,

12 Junho 2003 | 20h05

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