Prefeitos da Baixada discutem crise no atendimento hospitalar

Prefeitos das nove cidades que integram a Região Metropolitana da Baixada Santista reúnem-se amanhã, na prefeitura de Bertioga, a fim de discutir o provável colapso no atendimento hospitalar da região, caso o Hospital São José - a Santa Casa de São Vicente - feche suas portas no próximo dia 31, em razão da grave crise financeira, que já provocou a desativação de leitos na Maternidade e na Pediatria há uma semana. Paralelamente à crise do São José, a Santa Casa de Praia Grande também está deixando de atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que seus funcionários encontram-se com salários atrasados há mais de dois meses, enquanto os médicos não recebem seus vencimentos há seis meses. Não bastasse isso, o Hospital Santo Amaro, que já vive sob intervenção da prefeitura de Guarujá, anuncia excesso de demanda no atendimento da Pediatria e superlotação na UTI Neonatal, pondo em risco a vida dos bebês ali internados. Com 400 dos seus 750 leitos destinados ao SUS, a provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Santos já se mostra preocupada com o provável fechamento de hospitais públicos das cidades vizinhas, uma vez que o hospital, que é considerado referência para toda a Baixada Santista, pode sofrer séria saturação, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O provedor Manoel Lourenço das Neves observa que quase todos os casos de acidentes registrados na Baixada, sistematicamente, são encaminhados para cirurgia na Santa Casa. Como conseqüência disso, as UTIs vivem lotadas, mesmo contando com 65 leitos, distribuídos entre cirurgia cardíaca, clínica médica, neurocirurgia, pediatria e unidade Neonatal.

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