Prefeitos estudam mais pedágios entre Valinhos e Vinhedo

Prefeitos de Vinhedo e Valinhos, no interior de São Paulo, estudam a possibilidade de instalar três praças de pedágio municipais, para evitar a passagem de veículos nas chamadas "rotas de fuga" do pedágio do quilômetro 82 da Rodovia Anhangüera, em Valinhos, sentido capital-interior. Levantamento feito pela secretaria de Transportes e Trânsito de Valinhos aponta que cerca de um milhão de veículos passam por mês por Valinhos e Vinhedo para evitar o pedágio.A AutoBAn apresentou às prefeituras um estudo sobre a possibilidade de instalação de praças de pedágio em dois pontos de Vinhedo - a Estrada da Boiada e a avenida Independência - e um, de Valinhos - na Rodovia dos Andradas, que leva o motorista à Anhangüera. Os preços cobrados seriam os mesmos praticados na Anhangüera, ou seja, R$ 5,00 para veículos de passeio.O prefeito de Valinhos, Marcos José da Silva (PMDB), afirmou que na próxima semana vai propôr uma parceria à AutoBAn, a concessionária que administra a via Anhangüera, para viabilizar os pedágios. Ontem, por meio de assessoria de imprensa, a concessionária informou apenas que a responsabilidade da instalação de pedágios municipais é das prefeituras, mas que está à disposição para ajudar as administrações."A alternativa para os munícipes de Vinhedo e Valinhos não pagarem o pedágio seria ter a placa do carro de alguma das duas cidades, o que também significaria aumento na arrecadação de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), já que os motoristas terão de transferir seus documentos para os municípios", afirmou Silva.Para o prefeito de Vinhedo, Kalu Donato (PL), a criação de três praças de pedágio seria a última opção. A administração já tomou medidas como instalação de radares na Estrada da Boiada e o fechamento de um acesso no bairro da Capela, onde funciona uma escola com 1,2 mil alunos. Ontem, Donato encaminhou uma carta à Ordem dos Advogados do Brasil, Promotoria do Estado, Associação Comercial e Industrial de Vinhedo, Associação dos Vitivinicultores e para a Câmara. "Precisamos ouvir a comunidade e os órgãos que representam os moradores da cidade", afirmou.Os prefeitos estudam há pelo menos um ano a alternativa de instalar os pedágios. Em Valinhos, a preocupação ficou maior após acidente que envolveu 12 veículos e matou, em março, o secretário Eledir Rosa Amorim (Esportes), na rodovia Comendador Guilherme Mamprin, uma das chamadas "rotas de fuga" do pedágio de Valinhos.

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