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Prefeitura acaba com cartão de ponto eletrônico

Desde ontem os cerca de 125 mil funcionários públicos da administração municipal de São Paulo não precisam mais utilizar o cartão de ponto eletrônico. A partir de agora, eles passam a utilizar listas de presença. A justificativa apresentada pela secretária de Gestão Pública, Helena Kerr do Amaral, o novo sistema é para "otimizar os procedimentos relativos a apuração da freqüência".Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de Gestão Pública, um novo sistema informatizado de controle de freqüência está sendo preparado e deve ser implantado até o final deste ou começo do próximo. Esse novo sistema faz parte do Plano de Modernização de Administração e Tributos, que vai contar com financiamento do BNDES de R$ 117 milhões. Mas segundo a assessoria de imprensa apenas uma pequena quantia desse total será utilizado na implantação do novo sistema. O ponto eletrônico para freqüência de funcionários foi implantado na Prefeitura em 1996. Segundo o secretário da administração da época, Marcelino Romano, a implantação do ponto eletrônico tinha como objetivo fiscalizar o trabalho dos funcionários e também saber exatamento qual o número de servidores da Prefeitura. "Na época, o sistema era um dos mais moderno do país", conta Romano.Mas os técnicos da secretaria de Gestão Pública consideram o sistema defasado. Além disso, a manutenção é cara. A folha de freqüência vai ser utilizada até a implantação do novo sistema. "Não dá para entender as coisas que a Prefeitura faz. Se o sistema eletrônico está obsoleto, imagina então como é obsoleto a folha de freqüência. Seria mais fácil partir do atual sistema para um outro mais moderno", afirma o vereador Salim Curiati (PPB)."Estranho eles mudarem o sistema de ponto justamente num ano eleitoral. O mais estranho e utilizar um sistema que é mais sujeito a fraudes. Vai ser dificil controlar a presença dos funcionários nas repartições públicas e não nos comites de campanha", adverte Edvaldo Estima (sem partido). Para o vereador Claudio Fonseca (PC do B), que representa os funcionários públicos, a fraude pode existir em qualquer sistema. "O ideal seria termos um sistema que além da freqüência, já calculasse o salários dos funcionários e as vantagens pessoais que eles têm direito, evitando o acúmulo de burocrácia", explica. Segundo Fonseca, muitas repartições já não utilizam há muito tempo o sistema de ponto eletrônico. "Quando foi comprado o sistema, não foi contratada a manutenção. Assim, muitos pontos eletrônicos para registro foram sendo quebrados e não foram substituídos", revela o vereador comunista.

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