Prefeitura acusa empresa e pode trocar a fornecedora de leite para merenda

A gestão Gilberto Kassab (DEM) pode comprar da Nestlé o leite em pó usado na merenda da rede de ensino municipal. A última fornecedora de leite da merenda - Comercial Milano do Brasil - é acusada pela Secretaria Municipal de Educação de entregar produto em pó "impróprio para consumo". A Milano diz estar tomando providências para recolher o produto e se prontificou a efetuar a substituição do lote. A Nestlé afirma estar avaliando a viabilidade de atender à consulta feita pela Prefeitura. A secretaria diz que a multinacional não foi contratada, mas não confirmou se, caso isso ocorra, ela monopolizará o serviço. A empresa, que já é detentora da conta do Leve-Leite (cerca de R$ 14 milhões mensais), concentraria assim os maiores contratos de fornecimento do produto a alunos da rede municipal de ensino. O lote com problemas foi comprado e entregue entre novembro e dezembro de 2008. A secretaria afirma que o produto não foi distribuído. Presidente do Conselho de Administração Escolar (CAE) desde março, Margarida Prado Genofre afirma não ter tomado conhecimento de reclamações relativas ao leite entregue nas escolas. A Nestlé arrematou a ata de registro de preços do Leve-Leite - que tem consumo mensal estimado em 1,7 milhão de quilos - em dezembro. A ideia da Prefeitura é usar essa ata para adquirir também o leite em pó para a merenda. Embora ressalte que ainda não houve tal aquisição, a secretaria diz poder usá-la, em caso de necessidade. A Secretaria de Educação afirma que a mudança barateará o preço do produto (de R$ 8,60 pagos à Milano para R$ 8,22 pagos a Nestlé).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.