Prefeitura admite desembarque em zona de restrição aos fretados

Proposta levada ao secretário de Transportes prevê bolsões particulares em áreas de circulação proibida

Naiana Oscar e Rejane Lima, O Estadao de S.Paulo

16 Julho 2009 | 00h00

Faltando 11 dias para entrar em vigor a restrição aos ônibus fretados na região central de São Paulo, a Secretaria Municipal de Transportes admite a possibilidade de criar bolsões particulares para embarque e desembarque de passageiros dentro da área de proibição. A proposta foi feita ontem ao secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, por uma comissão formada por 12 associações de fretamento da capital, Baixada Santista, Grande ABC e Bragança Paulista, com apoio dos representantes das prefeituras. Se for efetivada, a sugestão altera significativamente o projeto da Prefeitura paulistana, uma vez que permitiria a entrada de fretados na área de restrição. Haverá ainda um grupo de trabalho para discutir, até com os usuários do serviço, temas como as áreas de acesso permitido e rotas alternativas.Anteontem, pela primeira vez, o prefeito Gilberto Kassab admitiu alterar a portaria que estabelecerá, na próxima semana, os limites de transporte fretado. "O secretário (Alexandre de Moraes) com certeza vai acolher as boas ideias que chegarão nos próximos dias." O texto definitivo deve ser entregue ao prefeito na próxima quarta-feira. PARADAS"Se o maior impacto que os ônibus causam no trânsito está relacionado às paradas, isso resolveria o problema", afirmou o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que intermediou o encontro de ontem com a Prefeitura. Na Avenida Paulista, uma das possibilidades mencionadas foi a de desembarcar passageiros no terreno do Hospital Santa Catarina.Das 12 sugestões feitas pelos empresários, quatro foram rejeitadas imediatamente. Entre elas, a de que as medidas fossem adiadas. O secretário garantiu que as restrições começam no dia 27 de julho, como já havia sido anunciado. O que não ficou claro foi se as punições serão aplicadas já na primeira semana ou se haverá um prazo de adaptação.Para discutir questões como essas, foi formado um grupo de estudo, que terá empresários e técnicos da secretaria. A primeira reunião deverá ocorrer na segunda-feira. "Ficou acertado também que a Prefeitura criará um canal direto para esclarecer dúvidas dos usuários", afirmou o deputado. DÚVIDASDurante a reunião, os próprios empresários demonstraram não ter entendido direito o projeto municipal. Alguns achavam que a circulação estava proibida na Avenida dos Bandeirantes, por exemplo. Mas nessa via, por ser uma das que limitam a zona de restrição, é permitido trafegar, mas não parar - caso contrário, não existiria acesso aos bolsões de estacionamento. O mesmo ocorre com as Avenidas Ricardo Jafet, Professor Abraão de Moraes, Afonso d?Escragnolle Taunay, Vereador José Diniz, Roque Petroni Júnior, das Nações Unidas (Marginal do Pinheiros), Professor Frederico Hermann Júnior, Pedroso de Moraes, do Estado, Tereza Cristina, Sumaré, Auro Soares de Moura Andrade e Marquês de São Vicente, além das Ruas Cardeal Arcoverde, Norma Gianotti e Sérgio Tomáz.A proposta da capital, apresentada no mês passado, proíbe os fretados de circularem numa área de 70 km² ao redor da Praça da Sé, no centro, das 5 às 21 horas. A restrição inclui vias centrais e da zona sul, como as Avenidas Ibirapuera, 9 de Julho, Luís Carlos Berrini e Paulista. Para permitir o acesso dos passageiros a essas áreas, devem ser criados 13 bolsões de embarque e desembarque nas ruas limites. NÚMEROS70 quilômetros quadrados é a área prevista inicialmento para sofrer limitações, das 5 às 21 horas, conforme anunciou o governo municipal. A restrição inclui vias centrais e da zona sul, como as Avenidas Ibirapuera, 9 de Julho, Berrini e Paulista 1.300 veículos devem ser retirados da área

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