Prefeitura alega que decisão teve caráter técnico

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e seu chefe de gabinete, Luiz Antonio Guaraná, argumentam que a escolha do terreno se baseou em critérios técnicos. Em nota emitida pela assessoria de imprensa da prefeitura, ambos negam favorecimento a seus doadores de campanha.

RIO, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h04

"O objetivo do município é sempre que possível realocar as pessoas o mais próximo de onde elas moravam. O terreno, a um quilômetro da Vila Autódromo, era a melhor alternativa." A prefeitura informou que houve acordo sobre o valor do imóvel, o que evitou sua desapropriação. As três publicações de valores no Diário Oficial foram atribuídas a erros da Secretaria de Fazenda.

Também por nota, a Rossi Residencial informa que é sócia da PDG e as empresas ficaram surpresas com os questionamentos do Estado. "Todas as nossas atividades são desenvolvidas com total transparência", afirma.

As duas empresas pretendiam construir no terreno "um lançamento de grande proporção", mas interromperam o projeto "por conta da Prefeitura do Rio". Segundo a nota, o valor de mercado do terreno era de R$ 35 milhões, mas o espaço foi vendido por R$ 19,9 milhões "para atender a demanda especial da prefeitura por conta da Olimpíada".

Empresários ligados ao setor da construção afirmam, no entanto, que aquela região apresenta variação significativa de valores de suas terras. "Tudo depende da área aproveitada, condições da transação e localização, mas é possível encontrar terrenos naquela faixa com grande variação", avaliou o empresário Cláudio Pinheiro, proprietário de terras na região. /A.J. e B.B.

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