Prefeitura de BH faz vistoria em outros viadutos após acidente

Trânsito na Avenida Pedro I continua impedido depois que estrutura desabou, deixando duas pessoas mortas e 23 feridas

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2014 | 19h33

BELO HORIZONTE - A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou nesta segunda-feira, 14, vistorias em cinco viadutos que cortam a Avenida Pedro I, onde uma estrutura desse tipo desabou no último dia 3. Os trabalhos devem ser realizados por 30 dias para verificar "qualquer variação de posição desses viadutos" após o desabamento, que causou duas mortes e deixou 23 feridos.

Por meio de nota, a PBH informou que "diariamente" serão feitas medições por equipes da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e que também será contratada uma empresa para que os viadutos sejam "vistoriados por uma consultoria independente", com a participação de engenheiros, arquitetos e topógrafos, com acompanhamento da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec).

Quatro estruturas que serão analisadas - Viadutos A e B e nas ruas Monte Castelo e João Samarra - estão com tráfego liberado e, ainda segundo a prefeitura, não haverá necessidade de interdição para a realização dos trabalhos. Além destes, também será monitorada a alça do viaduto na Rua Montese que ficou de pé, ao lado da estrutura que desabou, no trecho da Avenida Pedro I que continua com trânsito impedido.

A liberação do tráfego no local havia sido marcada para o último sábado, 12, o que não ocorreu, apesar de parte do viaduto já ter sido demolida e retirada da pista, que foi recuperada por operários contratados pela Construtora Cowan, responsável pela obra no local. De acordo com o coordenador da Comdec, coronel Alexandre Lucas, a previsão é de que o trânsito seja liberado "daqui a alguns dias". "Nós resolvemos não passar nenhuma data para que não fique adiando. Assim que o projeto de escoramento tiver terminado, vamos liberar a via", disse, referindo-se ao reforço que é feito na alça que permanece de pé.

Investigação. Nesta segunda, também por meio de nota, a Polícia Civil mineira informou que ainda aguarda a remoção de parte da estrutura que desabou para que seja analisado o pilar central que teria afundado seis metros - o que pode ter causado o desabamento. Para que os peritos tenham acesso ao pilar, a estrutura está sendo "fatiada" por um fio diamantado e cada parte retirada com o auxílio de guindastes. 

Os peritos ainda vão analisar se será possível usar a técnica até a total demolição do viaduto de forma a garantir "a segurança dos moradores da região e funcionários da obra, além da preservação da estrutura do pilar". O laudo vai embasar o inquérito por meio do qual já foram ouvidas 32 pessoas, entre vítimas, testemunhas e operários. 

Segundo a polícia, ainda vão prestar depoimentos os engenheiros da Cowan e "demais pessoas relacionadas ao desabamento".

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