Prefeitura de Manaus terá de desativar lixão municipal

A prefeitura de Manaus tem até julho de 2008 para desativar a lixeira municipal da cidade, o "lixão" que fica no quilômetro 19 da rodovia AM-010, na zona norte. O lixão existe há 18 anos e deve ser desativado porque, no entender do Ministério Publico Estadual, oferece riscos à saúde pública, promove danos ambientais e contaminação de lençóis freáticos e igarapés.Os danos oferecidos à saúde e ao meio ambiente foram baseados em relatório encomendado no ano passado ao Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O aterro sanitário recebe mais de 2,5 mil toneladas por dia de lixo doméstico e hospitalar.Na segunda-feira, 31, foi assinado um acordo entre a prefeitura e o Ministério Público Estadual determinando a desativação da lixeira, com a ordem para que seja construída uma nova. A assessoria da prefeitura afirmou que a nova lixeira deverá ser provavelmente também na zona norte, mas em uma área distante da atual.Em 1990, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra o município e contra a Tumpex, empresa responsável pela coleta e operação de aterramento de lixo. A ação defende que a lixeira oferece riscos à saúde pública por estar a menos de 10 quilômetros e poluindo pelo menos dois igarapés, o do Matrinxã e o Araçu.Além disso, a proximidade de menos de 8 quilômetros do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes oferece risco de as turbinas dos aviões serem atingidas por urubus. Para não correr riscos, o lixão deveria ficar, segundo o termo de ajustamento, a pelo menos 20 quilômetros do aeroporto.O estudo do CPRM foi encomendado pela prefeitura há um ano e integra os termos do acordo com o Ministério Público. Segundo um dos hidrogeólogos responsáveis pelo estudo, Carlos José Bezerra de Aguiar, duas estações de tratamento nas proximidades do lixão evitariam a contaminação dos igarapés."Mas o estudo sugere a mudança da lixeira tanto pelo espaço físico não mais comportar a quantidade de lixo diária, quanto pelo perigo dos urubus nas proximidades do aeroporto", afirmou. De acordo com o geólogo, contudo, é aconselhável que, mesmo com a desativação da lixeira, sejam construídas estações de tratamento.

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