Prefeitura de São Paulo exige mais investimentos da Sabesp

A Prefeitura de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, que pretende criar uma regulamentação para fiscalizar o serviço prestado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Projeto encaminhado na semana passada pela Prefeitura à Câmara Municipal pretende estabelecer um arcabouço regulatório que permita, inclusive, a cassação da concessão da empresa de saneamento se o contrato não for honrado por uma das partes."A Sabesp há anos opera o sistema de fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos no município de São Paulo sem ter assinado um contrato de concessão. Não há parâmetros de planejamento e regulação ou qualidade do serviço prestado", afirma o chefe da assessoria Econômica e Financeira da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura Urbana, André Castro. Ele negou, entretanto, que a Prefeitura pretenda instituir a cobrança de taxas específicas para os serviços de saneamento.De acordo com Castro, a prefeitura identificou "vários indícios" de que os investimentos realizados pela estatal na cidade têm sido inferiores ao lucro auferido e, além disso, a capital estaria financiando o programa de investimento da empresa no interior do Estado. "São Paulo tem carência de água e esgoto, e os investimentos são feitos em outras cidades. Por que Franca tem serviço melhor e mais barato de saneamento do que Guaianazes ou Capela do Socorro?", questionou.Para justificar sua avaliação, o chefe da assessoria afirmou ter coletado dados no mercado que indicam que a receita líquida própria da empresa neste ano ficará em torno de R$ 4,8 bilhões, dos quais cerca de 60% obtidos na capital.

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