Prefeitura de SP cria 153 para aliviar PM

Nova central vai impedir chamada de serviço municipal pelo 190

ADRIANA CARRANCA, O Estadao de S.Paulo

05 de abril de 2009 | 00h00

São Paulo terá uma nova linha direta com a população, 24 horas, para centralizar chamadas à Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a serviços municipais, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Defesa Civil, o Serviço Funerário e o Centro de Zoonoses. A Prefeitura estuda integrar o sistema à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). De acordo com o major Alfredo Deak Júnior, assessor de Tecnologia da Secretaria de Segurança Pública, o número entrará em operação dentro de 15 dias e se integrará ao 190.   Conte a sua história de trote e responda enquete sobre o assunto Está também no gabinete do prefeito Gilberto Kassab (DEM), para avaliação, um projeto que pretende transferir as instalações dos serviços municipais de emergência para o Centro de Operações da PM (Copom). "As metrópoles têm potencial alto de gerar crises que raramente envolvem só a polícia e afetam toda a cidade. Isso exige que os órgãos públicos trabalhem de forma coordenada", diz o coronel da reserva José Vicente, consultor em segurança pública.A integração dos atendimentos 153 e 190 permitirá a transferência de chamada sem que o contribuinte tenha de ligar para outro número, como ocorre hoje. Assim, caso uma ligação para solicitar informações ou socorro relacionados a serviços da Prefeitura seja realizada ao número da PM, o atendente redirecionará a chamada. O 153 custou R$ 18,9 milhões e pode atender 26 chamadas simultâneas - menos da metade da capacidade atual da PM. Se funcionar e for bem divulgado, o serviço poderá reduzir o volume de ligações ao 190 em pelo menos 30% e permitirá que ocorrências que não são da PM, como vandalismo e comércio ambulante, sigam para a GCM. A Prefeitura disponibiliza, hoje, o Serviço de Atendimento ao Cidadão pelo número 156, mas alguns serviços não funcionam 24 horas. A linha só se tornou gratuita por lei em 2007, e usuários reclamam de demora e ineficiência. O serviço promete esclarecer quase todas as dúvidas: acessibilidade, buracos, bueiros, pavimentação, creches, dengue, desaparecidos, iluminação, parques, poluição, placas de rua e jogos de azar. Não está integrado, no entanto, aos principais serviços de emergência, como o Samu, que funciona no 192, e a CET, que atende pelo 1188. "As pessoas só conhecem o 190 e, assim mesmo, não são todas. O que era para emergências passou a atender dificuldades. Isso sobrecarrega o sistema da polícia. Cidades como Nova York, Washington e Londres fazem campanhas para só utilizar o número de emergência em ocorrências em andamento e têm um número para centralizar todas as outras solicitações dos contribuintes", diz Vicente.Em Nova York, o número gratuito 311 funciona 24 horas e recebe 1,5 milhão de ligações por mês, para serviços do governo e assuntos não emergenciais. O atendimento é feito em 170 idiomas.

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