Prefeitura de SP muda programa contra enchentes

O São Paulo Protege, plano da Prefeitura para enfrentar emergências, vai mudar de endereço e de estratégia, mas as alterações só devem surtir efeito prático em relação às enchentes no próximo verão. A partir de segunda-feira, a equipe de 13 pessoas passa a ocupar uma sala da sede da Secretaria da Implementação das Subprefeituras (SIS).O objetivo da mudança é aumentar a integração com as Administrações Regionais. Moradores e líderes comunitários estão sendo cadastrados nas regiões onde os riscos de enchentes e deslizamento de encostas é maior para formar grupos locais do São Paulo Protege.Na quinta-feira, a prefeita Marta Suplicy (PT) classificou o programa como um péssimo paliativo para o drama causado pelas chuvas na capital. O secretário Jilmar Tatto, da SIS, defende o programa e lembra que ele tem apenas três meses. "É um aprendizado, porque não existem arquivos em relação a isso", disse. "Estamos catalogando e mapeando os pontos de alagamento."A transição do programa aumenta a capacidade operacional do plano, segundo ele. De acordo com Tatto, a filosofia e os mecanismos de trabalho não devem mudar. A equipe do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), que monitora as condições climáticas, ao perceber a chegada de chuva na cidade, avisa aos técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e ao São Paulo Protege, onde há um plantonista da Defesa Civil. Em seguida, os administradores regionais são alertados quanto à proximidade da tempestade.Na quarta-feira, segundo técnicos da Prefeitura, o que ocorreu foi uma chuva muito intensa na Bacia do Aricanduva, o que fez o nível do Córrego Arincanduva subir muito rápido. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta sexta-feira que os trabalhos de prevenção a enchentes na região do Aricanduva são exclusivamente de competência da Prefeitura. Disse que, nos locais em que pode estabelecer parcerias, nos rios intermunicipais, o governo do Estado está fazendo as obras. "Nos rios dentro da cidade, como o caso do Aricanduva, quem deve fazer os piscinões é a Prefeitura", disse. "Estamos fazendo na região do Rio Tamanduateí, que nasce no ABC, e no Pirajuçara."Ele negou que a demora nas obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê seja responsável pelas cheias na cidade, como afirmou Tatto. "O Tietê está desassoreado e totalmente limpo, tanto que houve inundações em vários pontos da cidade e o Tietê não saiu da calha." Alckmin estima que as obras, em fase de licitação, estejam concluídas em 30 meses.

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