Prefeitura de SP suspende radares móveis até 2ª feira

A Prefeitura suspendeu ontem, por três dias, a operação dos 20 radares móveis que controlam a velocidade dos veículos em 70 pontos de São Paulo. Os aparelhos voltam a funcionar na segunda-feira, cada um com um marronzinho. A medida foi adotada para adequar a operação à Resolução número 141 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige um agente de trânsito junto dos equipamentos. É a primeira vez que os radares móveis deixam de multar desde que começaram a funcionar, entre o fim de 1999 e início de 2000. O diretor do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), Daniel Cândido, disse que a presença de agentes de trânsito ao lado dos radares estava prevista para começar ontem, mas foi suspensa porque foi necessária uma readequação dos marronzinhos. A previsão inicial exigiria 40 agentes, em dois turnos de 12 horas cada. A idéia é utilizar 20 marronzinhos, aproveitando aqueles que já estão normalmente em alguns pontos da cidade. A capital tem 40 radares fixos, que continuam funcionando. ContratosOutro ponto da resolução é o que acaba com a remuneração das operadoras de radares por multa aplicada. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a Prefeitura de São Paulo se baseia nesse modelo e terá de rever os contratos com as empresas, estabelecendo valor fixo de remuneração. O objetivo seria atacar a "indústria da multa". "Qualquer órgão de trânsito só seria uma ´indústria de multa´ se criasse os infratores", rebateu Cândido. Segundo ele, objetivo da fiscalização é diminuir os casos de desrespeito às leis. Ele disse que nos próximos 30 dias o Departamento Jurídico do DSV vai avaliar a resolução do Contran e tomar uma decisão. De acordo com Cândido, em São Paulo são aplicadas cerca de 250 mil multas por mês, o que corresponde a uma arrecadação mensal de R$ 25 milhões ou de R$ 300 milhões ao ano. O porta-voz da Associação Brasileira de Monitoramento e Controle Eletrônico de Trânsito (Abramcet), Victor Agostinho, afirmou que as empresas do setor recorrerão à Justiça caso tenham "problemas" nos contratos por causa da decisão do Contran. Motoristas reclamam de irregularidadesJustiça estuda anulação de multas que não tiveram recurso apreciado

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