Prefeitura de SP vai fazer blitz para fechar bares

Diante do sucesso da Lei Seca adotada no município de Diadema, a Prefeitura de São Paulo reinicia sábado as blitzes para fechar os bares que funcionamapós a 1 hora, depois de dois anos de inatividade. Inicialmente, a operação conjunta entre a Prefeitura e a Polícia Militar será realizada nos locais que apresentam maior incidência de homicídios da zona sul. Depois será estendida para zona leste.As blitzes foram acertadas na reunião realizada hoje à tarde entre o comandante-geral da Polícia Militar, Alberto Silveira Rodrigues, o secretário municipal de Abastecimento, Valdemir Garreta, o diretor do PSIU, Rosano Pierri Maieto, e o vereador Jooji Hato, autor da lei que proíbe os bares defuncionarem da 1 às 6 horas."Não é que a lei não pegou em São Paulo", reagiu o vereador. "Na ocasião, o então secretário estadual de Segurança Pública de SP, Marco Vinicio Petrelluzzi, era contra a lei e não nos deu apoio", se queixou.De acordo com Hato, o tamanho da cidade, a existência de inúmeros botequins e a dificuldade de se mudar os hábitos da população, que não deseja ir cedo para casa, também contribuíram para o insucesso da lei."O atual secretário, Saulo de Abreu, no entanto, deu total apoio e, por isso, vamos prosseguir com as blitzes, pois 58% dos homicídios que acontecem na cidade ocorreram no interior ou proximidades de bares", afirmou Hato."Não queremos fechar simplesmente os bares e provocar desemprego. Queremos que esses estabelecimentos se adaptem à legislação, colocando isolamento acústico, seguranças e estacionamento", destacou.A Lei Seca de Diadema, que impede o funcionamento dos bares do município das 23 às 6 horas, contribuiu para reduzir o número de homicídios na cidade. Nos dois últimos fins de semana não foi registrado nenhum assassinato. Antes, a média era de 3 a 5 mortes, com casos de 9 homicídios, por fim de semana.

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