Prefeitura de SP vai restaurar a Ladeira da Memória

A missão não é fácil: a partir da semana que vem, a Prefeitura deve começar restaurar a Ladeira da Memória, na região central da cidade. A obra, que deve ficar pronta até o final de janeiro, vai consumir R$ 186 mil, de acordo com a Subprefeitura da Sé. E deve causar problemas: segundo a subprefeitura, os ambulantes que estão entre a ladeira e o metrô Anhangabaú - muitos originários do Viaduto Santa Ifigênia - podem ser retirados para a instalação do canteiro de obras. Mas os camelôs avisaram que, se forem retirados, voltarão ao viaduto. "Há um decreto do então prefeito Celso Pitta que autoriza nossa permanência aqui, além de um acordo com o Ministério Público. O viaduto era melhor, mas estamos tentando sobreviver sem atrapalhar a Prefeitura", disse José Artur Aguiar, presidente da Associação dos Camelôs Autônomos e Ambulantes do Estado de São Paulo. Pelo projeto de restauração, devem ser retiradas as dezenas de pichações dos monumentos na ladeira - paredes, um obelisco e até uma figueira. Deve haver ainda a recuperação de 40m2 de mosaico danificado, colocação de 540m2 novos, troca de 80m2 de azulejos e plantio de 500m2 de grama. A reforma inclui a fonte do monumento, que está desativada e virou banheiro de mendigos e menores de rua que passam pelo local. "Há 40, 50 anos, a fonte funcionava, as pessoas passeavam lá e havia fiscalização", afirma Orlando Brizola, de 80 anos, 60 deles na região com o salão de barbearia Urca. João Paulo da Silva trabalha há cinco anos em um bar em frente à ladeira. "Todo dia tem assalto. À noite, pichações. O monumento só ficou limpo quando tinha guarda aqui (em 2000, a GCM e a PM chegaram a ficar de plantão no local)?.

Agencia Estado,

30 de dezembro de 2002 | 00h22

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