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Prefeitura descobre venda de túmulos ilegais em Amparo

Oito funcionários do Cemitério Municipal de Amparo foram afastados de seus cargos acusados de vender túmulos irregularmente, promover melhorias em sepultura sem autorização com material da prefeitura e receber comissões de uma funerária da cidade. A identidade dos envolvidos não foi divulgada pela prefeitura, que instaurou sindicância administrativa para apurar o caso e fez a denúncia à polícia. Um dos oito funcionários, o diretor do cemitério, foi exonerado do cargo e confessou o esquema, conforme a assessoria de imprensa da prefeitura. A venda de túmulos e melhorias são exercidas exclusivamente pela administração da cidade. A assessoria informou ainda que mesmo a venda de jazigos pelos proprietários dever ser comunicada à prefeitura e não pode ocorrer diretamente. A "máfia do cemitério" começou a ser desmontada na semana passada, depois que uma moradora da cidade denunciou ter sido enganada por funcionários do local. A mulher quis comprar um novo túmulo para seu filho, morto há vários anos, e procurou os funcionários. Eles disseram que tinham um jazigo para vender, de uma pessoa que queria se desfazer dele, e pediram R$ 2 mil. A moradora concordou e recebeu um recibo sem nenhuma identificação, com o nome da proprietária. Procurou a suposta dona do túmulo e descobriu que ela não existia. Os funcionários alegaram que a mulher havia morrido e seu sobrinho era o atual dono, e forneceram um novo recibo. A família do "sobrinho", porém, negou parentesco com a morta e a compradora decidiu denunciar o caso à prefeitura. A assessoria de imprensa informou que a "máfia do cemitério" era investigada há alguns anos, mas não havia nenhum fato que a comprovasse. A denúncia da moradora contribuiu para que a investigação tivesse início. O ex-diretor revelou, entre outras coisas, que os funcionários usavam materiais da prefeitura para fazer melhorias nos túmulos e cobravam o serviço do cliente, sem avisar o poder público. Os acusados também omitiam a informação de que, ao comprar um jazigo, a família tinha direito a um caixão, e indicavam a funerária onde ser comprado. Na cotação da "máfia do cemitério" o túmulo custava R$ 2 mil, contra R$ 3,5 mil cobrados pela prefeitura. A assessoria informou que ainda não há um levantamento dos prejuízos nem de quantos túmulos foram vendidos irregularmente. Mas divulgou que os funcionários afastados trabalhavam no local há sete anos, em média. O destino dos acusados será decidido na conclusão das investigações. Mas a prefeitura tem outro problema para resolver. Com a saída de todos os empregados do cemitério, a substituição está ocorrendo lentamente, porque os novos contratados têm que ser treinados para atividades como coveiro, preparador de cadáveres e embalsamador. A assessoria informou, porém, que os serviços não estão prejudicados e que a situação deverá ser regularizada na próxima semana.

Agencia Estado,

06 de maio de 2002 | 18h01

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