Prefeitura diz que revezamento de equipamento não é ilegal

Segundo nota oficial, prática é adotada por algumas das melhores polícias do mundo, como Scotland Yard

Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

19 de janeiro de 2009 | 00h00

Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo confirma os vencimentos dos coletes de proteção e o rodízio interno dos equipamentos entre os agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Embora afirmasse inicialmente que o levantamento ao qual o Estado teve acesso estivesse errado, a nota encaminhada contém os mesmos números obtidos pela reportagem - 407 coletes com a validade vencida em dezembro e outros 2.672 neste mês.A Prefeitura afirma que a prática de rodízio de coletes não é ilegal e que é adotada pelas melhores polícias do mundo, como a Scotland Yard, do Reino Unido. De acordo com a nota, mesmo com os vencimentos, a GCM ainda terá 3.859 coletes não vencidos para atender 2,3 mil guardas que atuam diariamente em atividades operacionais. "Isso significa que dos outros 4,6 mil guardas do efetivo, somente 750 estarão sujeitos à troca de capa do colete (rodízio), mas esses são os que vão à rua eventualmente", diz a nota.Sobre as viaturas da base da Penha que estavam paradas na tarde de terça-feira, a GCM negou que o fato tivesse relação com a falta de coletes para os guardas. A corporação informou que a unidade possui dez veículos. Na tarde de terça-feira, um deles estava quebrado e outros dois normalmente ficam parados por serem de "reserva". A Prefeitura não explicou o por que uma das reservas não substituiu a que estava quebrada. Além disso, as outras quatro viaturas que estavam no local, segundo a assessoria da Prefeitura, tinham voltado à base para uma troca de turno (por medida de segurança, a GCM pediu para que o horário não fosse divulgado). A fotografia do Estado, no entanto, foi tirada 1h20 após o horário em que deveria ocorrer a troca de turno. A GCM afirmou que as outras três viaturas que não teriam comparecido para a troca de turno deveriam estar atendendo ocorrências.

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