Prefeitura do RJ manda cancelar festa hedonista

Primeira festa hedonista no País, a "Hedonist Party", que começaria hoje e acabaria no domingo, prometendo 50 horas de sexo livre entre os participantes, foi cancelada pela prefeitura. A termas Vênus de Prata, onde o evento seria realizado, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, foi fechado, por não possuir alvará de funcionamento e estar localizado numa área estritamente residencial. O cardeal arcebispo do Rio, d. Eugenio Sales, havia solicitado a interdição do local.Cerca de 1.200 convites para a festa - cujo lema é "tudo é permitido" - já haviam sido vendidos, a R$ 60 cada. Procurados pelo Estado, os organizadores não foram localizados. O diretor do Departamento de Controle Urbano da prefeitura, Lúcio Costa, que foi ao local acompanhado de guardas municipais e policiais militares, disse que o clube era uma casa de prostituição. "Lacramos o clube porque não havia alvará para a realização da festa, nem para o funcionamento de uma termas. Os vizinhos vinham reclamando muito do barulho", contou.O advogado Antônio Passos, procurador da Arquidiocese do Rio, que encaminhou ao prefeito César Maia o pedido de d. Eugenio, afirmou que o evento "desvirtua os padrões morais e éticos da sociedade" e "prejudica o bem estar da família". "Além disso, a festa viola o artigo 229 do Código Penal, que proíbe manter casa de prostituição ou lugar destinado a encontros para fins libidinosos, com o intuito ou não de lucro", disse Passos. O ato foi o último do cardeal, que deixa o cargo amanhã.A festa visava ao lançamento do primeiro clube hedonista brasileiro, o Hedonism Club, que, de acordo com os organizadores, será feito nos moldes dos já existentes no Caribe. A sede deverá ser em Itaboraí, no Grande Rio. A página do movimento hedonista na Internet diz que, no clube, uma área de 10 mil metros quadrados - com piscina, boate e espaço para shows - estaria disponível para os freqüentadores.Equipes da Guarda Municipal e da PM permanecerão no clube por ordem da prefeitura, para impedir que a festa seja realizada. "Vamos monitorar esse lugar todos os dias. Os donos poderão ser presos caso contrariem a decisão da prefeitura", afirmou Lúcio Costa.

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