Prefeitura pede que HC não reduza atendimentos

A prefeitura de Campinas encaminhou ao Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) um apelo para que a instituição não reduza o atendimento chamado primário, consultas básicas e serviços de pronto-socorro, a partir do próximo dia 05 de janeiro, como foi anunciado. A direção do hospital alega que está acumulando prejuízos porque o Sistema Único de Saúde (SUS) não repassa os custos desses atendimentos. Segundo a direção, a Hospital das Clínicas foi projetado para atender casos de maior complexidade, mas deixa de fazer cirurgias importantes, como transplantes de órgãos e redução de estômago em casos de obesidade mórbida, para receber pacientes que deveriam ser atendidos na rede municipal de saúde. O SUS, conforme a direção, entende que o hospital deve se dedicar a casos complexos, não reconhece o atendimento primário e por isso não repassa verbas desses atendimentos ao HC.A prefeitura alega, entretanto, que a decisão da direção do HC trará prejuízos à população, já que somente o pronto-socorro do hospital universitário recebe em média 350 pacientes por dia. De acordo com o médico sanitarista da prefeitura Adilson Rocha Campos, a fila de espera por consultas de especialidades vai aumentar nos serviços públicos de Campinas porque haverá uma demanda de 45 mil consultas por ano, hoje feitas no HC. Campos lembrou que Campinas tem um déficit de 100 leitos públicos - que deverá aumentar com as restrições de atendimento do hospital universitário. "Isto significa que a medida gerará um caos no sistema de saúde da cidade", afirmou. O déficit do HC com atendimento primário é de R$ 600 mil por mês. A direção do hospital informou que está aberta para discutir alternativas.

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