Prefeitura pretende criar ''''gabinete de crise''''

Depois do maior acidente da aviação brasileira, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) promete criar oficialmente nesta semana, por meio de um decreto, um "gabinete de crise" - na prática, um centro que irá reunir informações e despachar demandas para órgão municipais, estaduais e federais em situações de emergência. Segundo Milton Roberto Persoli, assessor de operações especiais da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, órgãos como as Defesas Civis Estadual e Municipal e a Polícia Militar tomam providências e demandam ações isoladamente numa situação como a que São Paulo viveu no dia 17, na queda do Airbus da TAM. No fim, há uma sobreposição de trabalhos."Muitas vezes o que há é uma multiplicidade de ações e você acaba perdendo tempo", afirma Persoli. O gabinete, que se chamará Centro de Controle Integrado, já funciona de maneira experimental no prédio operacional da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na Rua Bela Cintra, região central. No entanto, como ainda não existe oficialmente, não foi possível formalizar protocolos com cada área. O centro já viabilizou, porém, que vários órgãos tenham plantão nos fins de semana. Segundo Persoli, a cidade irá seguir exemplos de outras metrópoles, como Nova York. A Prefeitura estuda ter um único número para situações de emergência, que irá direcionar o munícipe para o que ele precisa. Uma das ações que um centro desses pode coordenar, explica Persoli, é a busca por ambulâncias de outros municípios no caso de um desastre que supere a capacidade de atendimento do sistema de saúde municipal. Além disso, o centro seria responsável por avisar os órgãos de trânsito sobre a necessidade de desobstruir vias. Na área médica, a cidade avançou após o primeiro desastre da TAM em 1996 - desde 1999 há simulações de desastres juntamente com o Corpo de Bombeiros e hospitais. Mas as centrais de atendimento das ambulâncias da Prefeitura e dos bombeiros ainda trabalham separadas.

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