Prefeitura prorroga uso de lombadas eletrônicas

Contrato vence no sábado e governo quer evitar o que ocorreu com radares

Bruno Tavares, O Estadao de S.Paulo

07 Outubro 2008 | 00h00

A Prefeitura prorrogou por até 60 dias o funcionamento das atuais 100 lombadas eletrônicas existentes na capital paulista. O contrato com a empresa Perkons, de Curitiba, vence no sábado e foi estendido para evitar que a cidade ficasse sem os equipamentos, a exemplo do que aconteceu com os radares fixos e móveis. O edital para a nova concorrência na área prevê a operação de 153 aparelhos - 53% a mais do que hoje. O acordo entre a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e a Perkons está vinculado à colocação de novas lombadas. Ou seja, conforme comecem a funcionar, a empresa deixará de operar seus equipamentos. Procurada, a Perkons preferiu não revelar o valor do aditamento contratual, por entender que se trata de uma informação do cliente. Instaladas em vias com declives acentuados e locais de travessia de pedestres, as lombadas eletrônicas são parte do pacote criado pela SMT para tentar aprimorar a utilização dos 1.900 marronzinhos. O secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, tem dito que o objetivo do projeto é ampliar o sistema de fiscalização eletrônica para que os fiscais possam atuar em outras regiões da capital, hoje desguarnecidas. RESPEITO Conforme uma pesquisa feita pela Perkons, em 2006, é grande o respeito dos motoristas à fiscalização eletrônica. Na cidade de São Paulo, os carros passaram pelas lombadas mais de 642 milhões de vezes. E apenas 248 mil foram multados, ou 0,039% do total. Em todo o Estado, foram 728.565.759 fiscalizados e 281 mil multados. Há cidades, como Pindamonhangaba (7 milhões de fiscalizados), sem nenhum autuado em 2006. CRONOLOGIA No início de fevereiro, a Secretaria Municipal de Transportes anunciou a instalação de 354 radares de trânsito para o final de abril: 175 radares fixos (25 deles com tecnologia para leitura automática de placas), 26 móveis e 153 lombadas eletrônicas. Participavam 13 empresas, e o valor dos contratos, por 48 meses, era de R$ 40,2 milhões Três meses depois, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) começou a testar os radares de Leitura Automática de Placas, que seriam instalados em mais de 120 pontos nos 100 quilômetros quadrados da área de restrição à circulação de caminhões em São Paulo, que entraria em vigor em no final de junho Após dois meses, o IPT encerrou, em meados de julho, os testes dos radares que deveriam ter sido instalados até abril. A Secretaria Municipal de Transportes prometeu que os 354 aparelhos estariam nas ruas em até 60 dias. A demora ocorreu por causa de ações de empresas preteridas nas quatro licitações para a aquisição dos equipamentos No final de julho, nova promessa: a de que os primeiros 60 novos radares começariam a operar até o fim de outubro. O secretário Alexandre de Moraes informou que a licitação da compra dos equipamentos estava praticamente pronta No fim do mês passado, os 40 radares fixos instalados nas principais ruas e avenidas de São Paulo tiveram seu contrato vencido e deixaram de multar por excesso de velocidade e desrespeito ao rodízio. Segundo a empresa Engebrás S/A, responsável pela operação dos equipamentos, a Prefeitura não a procurou para um novo acordo. A nova previsão para a instalação completa dos aparelhos é até março de 2009

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.