Prefeitura repassará R$ 200 mi ao Metrô

Verba servirá para desapropriações da Linha 5 - Lilás

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

04 de fevereiro de 2008 | 00h00

A Prefeitura de São Paulo vai liberar em 10 dias adiantamento de R$ 200 milhões para o Metrô para que sejam iniciadas as desapropriações de imóveis no trecho Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, até o Campo Belo, para expansão da Linha 5 - Lilás. A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos aguarda a entrada da verba para concluir o edital que definirá as áreas que serão declaradas de utilidade pública. Os recursos da Prefeitura serão repassados com base em lei aprovada em outubro do ano passado pela Câmara de Vereadores. O dinheiro virá do que o Município conseguir arrecadar com o programa de parcelamento de dívidas.O dinheiro já está reservado no orçamento municipal 2008. O prefeito Gilberto Kassab prometeu contribuir com R$ 1 bilhão para o Metrô este ano. "Nós vamos pôr R$ 1 bilhão, depois de 30 anos, no Metrô", disse Kassab em entrevista ao Estado em dezembro. Este ano, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos planeja aplicar R$ 380 milhões em sistemas de sinalização, R$ 419 milhões na compra de novos trens e R$ 1,4 bilhão em obras do Metrô. O governo estadual não tinha verba para pagar as desapropriações de imóveis por onde passará o novo metrô. A ajuda da Prefeitura paulistana vai acelerar o processo de expansão da Linha 5. O novo trecho ligará a Estação Largo 13 à Estação Santa Cruz, da Linha 1 - Azul e à Estação Chácara Klabin, da Linha 2 - Verde, numa extensão de 11,4 quilômetros. A previsão de entrega das obras é 2014.TARIFA CASADAAinda na área de transporte metropolitano, o governo estadual finaliza acordo com a administração da capital paulista que possibilitará a aplicação de reajustes nas tarifas do Metrô, trens da CPTM e de ônibus na cidade de forma diferenciada, como vai ocorrer a partir do dia 9 de fevereiro. O novo convênio permitirá aumentos descasados, e que a verba a ser coletada com o novo valor fique com a administração que conceder o reajuste primeiro, segundo informação da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. O reajuste da tarifa dos trens, Metrô e da integração ônibus municipal da capital/transporte sobre trilhos deveria ser dado, segundo apurou o Estado, em janeiro. Mas como o convênio não permitia o aumento descasado, foi necessário mudar o contrato entre as duas instâncias de governo. A secretaria estadual informou ainda que a Prefeitura não irá se beneficiar com o reajuste que entrará em vigor no próximo sábado, apesar da existência de estudo da pasta municipal dos Transportes ter estudo que mostra que o reajuste da tarifa nominal do Metrô, bem como o conseqüente aumento da tarifa integrada entre metrô e ônibus representa alteração na receita tarifária obtida pela Prefeitura. É esperado um aumento de 0,15% da receita tarifária do sistema municipal. A partir do dia 9, as tarifas das passagens do metrô e trens da CPTM passarão dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,40. Já o bilhete de integração com ônibus municipal subirá de R$ 3,50 para R$ 3,65.

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