Prefeitura se prepara para lançar ''rede de banheiros''

A Prefeitura de São Paulo finaliza o projeto-piloto de criação dos primeiros banheiros "público-privados" da cidade. A ideia é que estabelecimentos como lojas, farmácias, restaurantes sejam credenciados para que ofereçam seus toaletes para o uso coletivo, e de graça. Em troca, eles teriam licença para fazer publicidade disso nas fachadas (de 15 cm por 15 cm) e ainda oferecer o espaço interno para outras mídias (como já acontece na maioria dos locais). A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) recebeu a ideia de uma agência de publicidade e já repassou à Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, que deve abrir consulta pública aos estabelecimentos interessados em participar da "rede de banheiros". O próximo passo é a criação de um Termo de Cooperação, que terá validade de três anos. A experiência, segundo Regina Monteiro, coordenadora da CPPU, vai funcionar da seguinte forma: a empresa que assumir a limpeza e a manutenção dos banheiros de um bar, por exemplo, poderá colocar na entrada do estabelecimento uma placa informando o nome de uma marca. "Na placa deverá contar a inscrição ?aqui você pode usar um banheiro administrado por tal marca?. Queremos atrair marcas de produtos de limpeza para esse tipo de termo de cooperação", contou. Inicialmente, as regiões da Sé e República, no centro, vão receber o projeto, com cerca de 20 ou 30 espaços credenciados. A meta também é acabar com um problema histórico que aflige os pedestres que circulam pelo centro desde a década de 70. Nessa região, os banheiros foram fechados ao longo dos anos por causa de prostituição, vandalismo e tráfico de drogas. Em 2005, o governo municipal tentou fazer uma licitação para privatizar as instalações dos toaletes do Vale do Anhangabaú, mas o processo nunca foi concluído. Se der certo, será expandido para outras regiões da cidade. "Tudo indica que é a proposta mais viável, porque todas as outras que tentamos não deu certo", acrescentou o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, que espera ver o projeto funcionando até o final deste ano. Atualmente, a maior parte dos comércios só disponibiliza os banheiros aos clientes. Por vias movimentadas como 25 de Março e São João, as chaves dos sanitários ficam com os proprietários e só são cedidas a quem consome dentro do estabelecimento. Pelo Código de Obras, um comércio precisa ter banheiro para conseguir o alvará de funcionamento, mas não existe lei que obrigue o dono a abrir o sanitário ao público. MAU CHEIRO A ausência de banheiros públicos no centro resultou em pontos onde o mau cheiro predomina, como na Praça da Sé, perto do posto do Poupatempo.Todos os seis banheiros públicos de São Paulo estão fechados. Os sanitários estão na Praça da República, no Largo do Paiçandu, na Rua Galvão Bueno (Liberdade), no Largo da Concórdia (Brás), no Bexiga (Praça D. Orione) e no Vale do Anhangabaú. Este hoje faz parte hoje da base da Guarda Civil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.